17 agosto 2006

Livros com megadesconto!



Na Rato você encontra livros de alta qualidade com preços excelentes.
Confira abaixo estas ofertas da CosacNaify, que são válidas só até este sábado!



Tigre de papel
(lançamento flip)
Rolin, Olivier
literatura francesa
De R$ 49,00 por R$ 40,00

Situações I
Sartre, Jean Paul
crítica literária
De R$ 69,00 por R$ 56,00

Reserve o seu na Rato: 3266-4476 ou pelo email ratodelivraria@uol.com.br

Júri do Sarau Concurso




Marcelino Freire é um dos jurados confirmados para o Sarau Concurso da Rato, que se realizará no dia 17 de setembro.
O autor já publicou diversos livros (EraODito, Angu de Sangue e BaléRalé - pela Ateliê Editorial), participou de coletâneas de poetas ligados a Recife, como Invenção Recife, e também organizou várias coletâneas de autores contemporâneos, como Os Cem Menores Contos Brasileiros. Marcelino acaba de conquistar o Jabuti com Contos Negreiros, pela Record.

Contos Negreiros
Marcelino Freire
Record
R$ 22,00

Reserve este e outros títulos de Marcelino na Rato.
f. 3266-4476
r. Paraíso, 790
metrô Paraíso

16 agosto 2006

Maria José Silveira e Ivana Arruda Leite



A próxima edição do Território Nacional é mais uma oportunidade pra você ficar por dentro do que rola na literatura brasileira contemporânea.
Os livros das autoras já se encontram na Rato. Reserve o seu com entrega antecipada.
E não se esqueça: o evento será no dia 26 de agosto, sábado, às 5 da tarde.

Eu te darei o céu
Ivana Arruda Leite
Ed. 34
R$ 25,00

Falo de mulher
Ivana Arruda Leite
Ateliê Editorial
R$ 24,00

Eleanor Marx, filha de Karl
Maria José Silveira
Ed. Francis
R$ 28,00

Para adquirir outros títulos das autoras, faça sua encomenda por e-mail ou fone ratodelivraria@uol.com.br - 3266-4476.

14 agosto 2006

Tradução ou falsificação ?

É impressionante a má qualidade da tradução de obras científicas e literárias publicadas e vendidas em nosso país por editoras inescrupulosas, que encaram o seu nobre ofício sem nenhuma vocação ou profissionalismo, mas apenas como um negócio cujo único objetivo é lucrar de maneira rápida e segura. Na minha experiência de professor universitário e leitor contumaz, tenho deparado com inúmeras traduções absurdas, que não hesitaria em classificar de criminosas, pois não passam de contrafações que desfiguram e falsificam as obras originais. Pior do que a chamada pirataria de CDs e DVDs (que reproduz e comercializa obras sem pagar impostos ou direitos de propriedade intelectual, mas não as falsifica), esse tipo de desonestidade parece desenvolver-se sem qualquer controle entre nós, prejudicando o conhecimento e a formação de estudantes e leitores. Bastam poucos exemplos recentes para demonstrar que há editoras vendendo gato por lebre, desrespeitando não apenas nosso bolso e inteligência, como também os autores e editoras das obras originais.
No ano passado, uma grande editora do Rio de Janeiro publicou a tradução de um livro crucial para o debate sobre as perspectivas de agravamento da crise mundial do abastecimento de água, escrito por uma comissão de especialistas franceses de alto nível. Lançado em 2004, na França, o livro discute caminhos alternativos para assegurar o financiamento da infra-estrutura necessária para garantir acesso universal à água potável e ao esgotamento sanitário até 2025, conforme os Objetivos do Milênio firmados na ONU em 2000. Infelizmente, o que poderia ser uma excelente contribuição da editora para o debate sobre este tema em nosso país revelou-se uma catástrofe em termos de tradução. Na apresentação de um dos autores, engenheiro sanitarista, sua atuação no continente africano em um programa de “poços e perfurações” (puits et forages, em francês) foi simplesmente traduzida como “campanha de potes e forragens profundas” (sic). Noutra passagem, “puxar a descarga” do vaso sanitário (tirer la chasse) foi traduzida como “atirar na caça”! Desnecessário dizer que as frases decorrentes deste tipo de tradução mecânica, que parece obra de algum programa de computador, resultaram em um livro cujo texto é quase sempre incompreensível. No mínimo, o volume teria de ser retirado do mercado e os compradores ressarcidos do prejuízo de terem aquirido um produto falsificado.
E não é apenas a ciência que sofre com práticas inescrupulosas de “tradução”, mas também a literatura. Um triste exemplo mostra como as crianças também estão sendo enganadas. Há alguns anos, lendo uma versão do Peter Pan para meu filho, deparei com uma frase na qual o narrador dizia que, na Terra do Nunca, a ilha onde vive o personagem, “nada cresce”. Ora, um simples descuido, ao traduzir o texto de uma versão espanhola, havia transformado a terra maravilhosa da infância eterna, onde ninguém (nadie) crescia, em um deserto amaldiçoado, matando a poesia do original.
Os exemplos mostram que a falta de escrúpulos neste campo envolve também algumas empresas de renome e expressão nacional neste ramo. Obviamente, ainda existem editores comprometidos com a qualidade e relevância de suas publicações, à frente de pequenas, médias e grandes editoras, que contratam tradutores competentes e submetem suas versões à revisão de especialistas. Mas é preciso reconhecer que mesmo estes têm sido pressionados pela feroz concorrência em larga escala que tem prevalecido em todos os campos da mídia e da indústria cultural na era da informação globalizada em que vivemos. São compelidos a publicar certos títulos, sob um formato específico, em determinado momento, para aproveitar nichos e oportunidades de mercado cada vez mais fugazes, o que gera descuidos pontuais mais ou menos graves mesmo nas editoras mais profissionais. Mas a concorrência, a pressa e o lucro não podem ser usados como justificativa para a desonestidade intelectual e a contrafação do saber. Cabe aos escritores, professores, editores, tradutores, revisores, leitores e organizações de classe do setor zelar pela qualidade dos livros traduzidos que se publicam em nosso país, com o mesmo carinho e seriedade com que as editoras estrangeiras de maior prestígio tratam as obras científicas e literárias de nossos melhores autores nos países avançados.

Por Marcelo Coutinho Vargas - sociólogo e urbanista, professor da Universidade Federal de São Carlos, poeta e autor do livro O negócio da Água (Annablume, 2005), entre outros.

09 agosto 2006

Poesia na prosa

O título “Dias Raros” não poderia ser mais apropriado para o livro de contos de João Anzanello Carrascoza. São retratos das relações cotidianas, de simplicidade profunda, raiz que alimenta os dias.
Há nos contos de Carrascoza um olhar atento para paisagens de família. Uma das mais impressionantes está no conto “Umbilical”. Abdicado de pontos e parágrafos, o conto segue, como fluxo sanguíneo, pelo cordão que une mãe e filho. E as palavras, tantas, ainda que não ditas, surpreendem pela singeleza e intensidade dos pensamentos, como quando a mãe oferece o seu pão ao filho: “...e eu me sentia feliz em poder dar a ele o que eu mais queria, e vê-lo saciar a sua fome...”.
E quando aqui pensamos em família, subentendemos também um passeio às nossas memórias: o tempero, o quintal da casa da avó, por exemplo, que podemos descobrir guardados nas entrelinhas do conto “Dias Raros”. Paisagem de infância: o menino, o pomar, os passarinhos, “E seus vôos, repentinos, a cantoria, todos no tranqüilo, o menino inclusive, sãos e simples”.
Raridade é esse olhar são, para a poesia da vida.

Por Débora Tavares

Dias raros
João Carrascoza
Ed. Planeta
R$ 27,00

05 agosto 2006

Vem aí o Sarau Concurso da Rato

O Sarau da Rato se supera a cada edição, e agora é hora de premiar quem tanto nos prestigiou neste primeiro ano de eventos: você – leitor que também escreve.
Que tal retirar seus textos da gaveta dos escondidinhos e se inscrever nesta deliciosa brincadeira? E não precisa ser escritor pra participar!

Como funciona?
Você vem ao nosso sarau do dia 17 de setembro e lê o seu texto. O julgamento é feito na hora e a premiação se dá ao final do evento.
Para constituir o júri, a Rato convidou alguns escritores e editores do mercado, e, para a premiação, nada mais nada menos do que LIVROS!
A inscrição é gratuita e cada autor (publicado ou não) poderá concorrer em apenas uma categoria, Poesia ou Conto/Crônica, com somente 01 texto de, no máximo, 02 laudas, corpo 12. O texto deverá ser inédito, pelo menos nunca publicado, nem em blogs. Ficando o autor responsável pela informação atestada.
Serão premiados o primeiro e o segundo lugares em cada categoria.

O regulamento completo será enviado por e-mail para nosso mailing e para quem mais solicitar, a partir de 21 de agosto de 2006.

Por enquanto, você pode acessar este blog diariamente e ficar por dentro da evolução do concurso.

Procure na sua gaveta de guardados ou então comece a escrever agora. Você ainda tem tempo!

Sarau Concurso na Rato – dia 17 de setembro, domingo.

Literalmente mais livraria

Hoje é dia de Território Nacional, evento promovido pela Rato para aproximar o público leitor da produção literária contemporânea brasileira.
Já estiveram na Rato os escritores Marçal Aquino e João Carrascoza, que nos deram a satisfação de conhecer um pouco do seu processo de criação, da construção de personagens, e até mesmo de ficar por dentro de algumas curiosidades do mundo literário.
Hoje a dupla convidada é Daniel Galera e Santiago Nazarian.
A mediação dos bate-papos é feita por Moacyr Godoy Moreira, autor de Lâmina do tempo, e República das bicicletas (ambos pela Ateliê Editorial, e à venda na Rato).
Moacyr foi o idealizador do evento, que teve sua origem até mesmo antes da livraria ser inaugurada. Em meio aos cafés que "acompanharam" a obra da Rato, Moacyr nos presenteou com a idéia. Imediatamente aceitamos, e hoje, após meses de maturação do projeto, o Território Nacional está se consolidando como um encontro literário de alto nível, não só pela presença de nomes que despontam no cenário da literatura atual, como também pela sintonia e empatia que emplacou com o público.
Para as próximas edições, o Território Nacional trará diversos nomes que estão em voga na literatura brasileira e, com eles, idéias, opiniões e muita troca de informação.
E para quem gosta de literatura, vem aí outro prato cheio: o Sarau Concurso da Rato. Acompanhe amanhã, neste blog, mais dados deste evento que promete agitar a vida dos apaixonados por letras.

Território Nacional
Hoje, 4 da tarde
Rato de Livraria
r. do Paraíso, 790
Metrô Paraíso
3266-4476

31 julho 2006

Daniel Galera

Um garoto de dez anos, um adolescente de quinze e um cirurgião plástico entediado com o casamento. Ao retratar o protagonista de Mãos de Cavalo em três fases da vida, Daniel Galera constrói uma trama delicada sobre perda e culpa na formação de uma identidade.

Com este texto de apresentação, na quarta capa, Mãos de Cavalo impressiona e marca a estréia de Galera na Cia das Letras. Sem dúvida, um grande momento de um escritor tão novo e com tanto talento.

Neste sábado, às 4 da tarde, Daniel Galera é presença confirmada no Território Nacional na Rato. Haverá também espaço para autógrafos.
Contamos com sua presença!

Mãos de Cavalo
Daniel Galera
Cia das Letras
189 págs.
R$ 34,00

29 julho 2006

Vem aí o Território Nacional


"Isto não é diversão. Não é para você se divertir. A pena no papel. A faca no estômago. O sexo entre as pernas. O amor no coração. Cada palavra dói tanto em mim quanto em você, ou deveria. Furo seus olhos. Abro seu estômago. Preencho seus espaços, em branco e em vermelho."

Santiago Nazarian, prosador contemporâneo, com vários livros publicados, dentre eles A morte sem nome (Ed. Planeta), de onde retiramos o trecho acima, estará no Território Nacional, na Rato de Livraria, no sábado que vem. Santiago também publicou Feriado de mim mesmo, e está preparando um novo livro a ser editado pela Nova Fronteira.

Aguarde amanhã postagem sobre o autor Daniel Galera (Cia das Letras), que também vai participar do próximo Território Nacional ao lado de Santiago e Moacyr Godoy Moreira, no dia 05, sábado, às 4 da tarde na Rato.

A morte sem nome
Santiago Nazarian
205 págs.
Ed. Planeta
R$ 29,90

Feriado de mim mesmo
Santiago Nazarian
157 págs.
Ed. Planeta
R$ 32,00


Rato de Livraria
r. do Paraíso, 790
Metrô Paraíso
f: 3266-4476

27 julho 2006

Rato em dose dupla neste sábado

Durante o dia, no Espaço dos Satyros, na Praça Roosevelt, assista aos Embates literários e visite o estande da Rato com diversos livros com descontos.
Confira programação no site www.projetoidentidade.org.br
E à noite, abertura da exposição de arte contemporânea de Anike Laurita, na Rato. Cachaça, música e arte. A partir das 20 horas.
Não percam!

25 julho 2006

Cavalo perdido e outras histórias

O cavalo perdido e outras histórias é um lançamento da editora CosacNaify, que nos apresenta o escritor uruguaio Felisberto Hernández, pela primeira vez publicado em nossa língua. O livro tem prólogo de Julio Cortázar, posfácio, seleção e tradução de Davi Arrigucci Jr. Com estas informações, o leitor já tem em mãos material suficiente para comprar a obra.
Mas o blog da Rato não ficaria satisfeito apenas com teoria e crítica. Vamos pôr a mão na massa e trazer um pequeno trecho para o leitor se deliciar:
"Na sala de Celina havia muitas coisas que me provocavam o desejo de procurar segredos. Já o fato de estar só num lugar desconhecido era uma delas. Além disso, saber que tudo o que havia ali pertencia a Celina, que ela era tão severa e que reprimiria tão fortemente seus segredos, acelerava em mim uma estranha emoção, o desejo de descobrir ou violar segredos."

O trecho acima é do primeiro conto, que dá título à obra.

Este lançamento está com 20% de desconto na Rato.
De R$ 45 por R$ 36
f: 3266-4476

22 julho 2006

Culpa e transgressão

Dia desses, o cliente e amigo Élcio Roefero trouxe à Rato um belíssimo texto elaborado exclusivamente para a apresentação de sua palestra na Universidade Federal de Ouro Preto. Fiquei fascinada com a escritura do moço, então tomei o texto emprestado para postá-lo neste blog. Pra quem gosta de Clarice, é mais que um prato cheio, é um manjar dos deuses.


Culpa e transgressão: o gozo do mal ou uma aprendizagem do amor em “Os desastres de Sofia”, de Clarice Lispector

O conto “Os desastres de Sofia”, de Clarice Lispector (1920-1977), data, inicialmente, de 1964, quando publicado na coletânea A legião estrangeira. Posteriormente, em 1970, o texto foi fragmentado em cinco partes, apresentadas durante cinco semanas no Jornal do Brasil, época em que a autora era cronista daquele veículo. Em 1971, “Os desastres de Sofia” integra, ainda, o volume de contos Felicidade clandestina, que mistura textos inéditos aos textos já publicados em trabalhos anteriores.
Da leitura da obra de Lispector, temos a temática do mal recorrentemente revisitada por suas personagens e narradores. Assim, o sadismo que envolve parte dos seres de Lispector articula-se com a constante subjetividade de seus escritos. Na esteira de importantes estudos que agregam Literatura e Psicanálise, temos como proposta enveredar pela personagem-narradora de “Os desastres de Sofia” e investigar a conturbada e perturbadora relação construída entre ela e seu professor, numa maléfica relação edípica marcada, sobretudo, pelo sentimento de culpa e pelo comportamento transgressor da protagonista.
Num jogo especular, a personagem-narradora procura revelar o professor interiormente, uma vez que também enxerga a si mesma como um invólucro a ser decifrado. Essa identificação entre ambos – ambos desajeitados num mundo feito contra eles – conduz a menina ao incômodo desejo proibitivo de realização amorosa. Sendo assim, busca desesperadamente minimizar quaisquer qualidades do professor, visto que esse amor que sente e repudia – já que a figura do professor evoca a figura paterna – merece, em contrapartida, para a menina, o sadismo da transgressão, configurada como castigo, ao outro e a si mesma, pelo despertar do gozo proibido. Numa frustração de um desejo irrealizável, a protagonista se entrega ao prazer da vingança pela expiação, pelo desejo sádico de maltratar aquele que nela desencadeia “negros sonhos de amor”.
Em síntese, notamos, em “Os desastres de Sofia”, um percurso da construção que cada sujeito faz de si mesmo, numa busca pela satisfação de um desejo instaurado na relação com o Outro. A partir da confluência Literatura/Psicanálise apresentaremos uma leitura do conto de Lispector que, num tom memorialista e confessional, estabelece uma relação privilegiada entre a narradora-personagem e o seu professor. A análise ancora-se nas reflexões teóricas de Sigmund Freud, Jean Bellemin-Noël, Adélia Bezerra de Meneses e Yudith Rosenbaum. Com efeito, vemos em “Os desastres de Sofia” muito mais do que uma narrativa que evidencia um comportamento transgressor: a obra aponta, num lance magistral, para uma aprendizagem do amor, percebida na incompletude e carência da narradora-personagem e seu desejo de ser amada, “suportando o sacrifício de não merecer”.

Élcio é mestrando em Literatura e crítica literária na Puc/SP, bacharel em Letras pela USP, e professor de literatura nas Faculdades Integradas Teresa D’Avila – FATEA.

20 julho 2006

Resenhas dos russos

Anna Karienina

Mais importante do que falar sobre esta edição, que é traduzida diretamente do russo, mais crucial do que falar de Tolstoi e sua obra máxima, mais essencial do que comentar sobre a encadernação de luxo, com capa dura, caixa lindamente desenhada, do cuidado editorial sempre presente nas edições da Cosac, é trazer aqui uma das aberturas mais famosas da literatura mundial, pois quem gosta e conhece livro sabe que este pequeno trecho por si só é capaz de dizer tudo: “ Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua própria maneira”.

Este livro na Rato está com 20% de desconto!
Ligue e reserve o seu: 3266-4476


Poema Pedagógico

Anton Makarenko (1888-1939) redigiu uma obra única em Poema pedagógico. Se de um lado temos um romance com qualidade literária incontestável, de outro, podemos apreciar o relato de uma experiência radical, singular e bem-sucedida no campo da educação: a Colônia Gorki, na União Soviética.
Este livro, de teor ao mesmo tempo clássico e revolucionário, é de extrema importância para professores, educadores e estudiosos das ciências humanas.

Um trechinho: “ ...Aquele dia tão distante, o meu primeiro dia gorkiano, cheio de ignomínia e impotência, parece-me agora um quadrinho minúsculo no vidrinho estreito de um panorama festivo. Já está mais fácil . Até em muitos pontos da União Soviética se ataram fortes nós de um trabalho pedagógico sério, já o Partido vibra os derradeiros golpes nos últimos ninhos de uma infância infeliz e desmoralizada.”

Este livro na Rato está com 20% de desconto!
Ligue e reserve o seu: 3266-4476

Por Paula Fábrio

17 julho 2006

Poste de vapor


Na empolgação do sarau leste europeu, que vai rolar neste domingo, dia 23, 5 da tarde, aí vai um trecho pra lá de saboroso do livro Poste de vapor, de Ferenc Molnár, que também escreveu Meninos da rua Paulo.
Primeiramente vale contextualizar: Molnár é de origem húngara, e nesta obra faz um lindo trabalho de metalinguagem. Extraí este trecho da parte em que ele explica de onde tirou a história de poste a vapor. Este pedacinho é o começo da descrição do personagem, e tem como em quase toda literatura do leste europeu a marca da ironia, do cômico, embora muitas vezes densa.
"Na ilha, ele tinha um único amigo de verdade: o farmacêutico. Esta frase requer duas explicações: 1) como se conheceram, e 2)como passaram a gostar um do outro.
Foi assim:
1. Na ilha, no verão, havia muitas aves canoras, mas rouxinol, apenas um: o farmacêutico. O farmacêutico antecipara em décadas o penteado da juventude fascista. Desejaria pentear os cabelos loiros até o céu, e quase conseguira, tal a altura a que havia chegado a cabeleira vaidosa da juventude..."

Poste de vapor
Ferenc Molnár
Cosac Naify
83 páginas
R$ 29,00
Entrega gratuita para o centro expandido de São Paulo.

História da Arte retorna em Setembro

Devido às férias da professora Dani Nastari, as aulas avulsas de História da Arte na Rato estarão de volta no final de setembro. Aguardem, pois os temas já foram selecionados e tem muita coisa interessante pra ver até o fim do ano.

Por Paula Fábrio

13 julho 2006

7 motivos bem-humorados pra você sair de casa e ir à Flap

1. Desalienação faz bem ao cérebro e à saúde
2. Conhecer pessoas ligadas à cultura pode ser um programaço, e ainda pode rolar paquera
3. Fazer boas aquisições literárias enriquece não só as suas estantes como também a sua alma
4. Encontrar e conversar com escritores, professores da Usp e não pagar nada por isso
5. Guardar dinheiro para ir a Paraty numa época em que a cidade estará mais limpa, vazia e aconchegante
6. Visitar o Espaço dos Sátyros e conferir a programação das peças
7. Ver o pessoal da Rato por lá: não tem preço!

Pra quem ainda não sabe, a Flap é um evento literário que reúne mesas de embates, feira de livros, entre outras coisas. Esta já é a segunda edição do evento, que estreou em 2005. A Flap é organizada pelo pessoal do Projeto Identidade.

Flap
dias 29 e 30 de julho no Espaço dos Satyros
Pça. Roosevelt, 214
a partir das 10 da manhã

Mas lembre-se: um final de semana antes temos sarau na Rato, no domingo!

Por Paula Fábrio

11 julho 2006

Dos lindos lábios para as páginas




"Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” canta a leveza e o peso das histórias de amor.

Em flashes, Marçal Aquino conduz a história do fotógrafo Cauby e de Lavínia, mulher exuberante “tocada por luz e sombra”.

Numa tarde luminosa, no Pará, Cauby é invadido por Lavínia, epifânica, de forma arrebatadora e definitiva, no encontro que marca o início do livro e da imaginação do leitor. Uma mulher que o autor tenta, também, desvendar ao longo da história e que nos surpreende, a todos, até os minutos finais.

Marçal nos remete à singeleza, em momentos de linguagem poética e de sentimento ingênuo, ao mesmo tempo em que escancara o desejo, destemido, como as almas daqueles homens e mulheres sob o sol no garimpo.

É nesse cenário que acompanham os nossos olhos, uma paisagem árida: casa de jagunços, de fanáticos, de loucos e de desprotegidos. Alguns, personagens de pequenos mundos desconhecidos, outros que reconhecemos em nossa imagem no espelho, refletidos.

Mergulhados nas correntezas de um amor proibido, ungido a espuma e pedra, a batizarem a alma e a carne, é na mistura do santo e do profano, do corpo e do corpo, que descobrimos, emocionados e surpresos, onde o amor habita.

Por Débora Tavares

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios
Marçal Aquino
Cia das Letras
230 páginas
De R$ 39,00 por R$ 35,00

06 julho 2006

Festa desconcertante

A Rato tem o prazer de oferecer seu espaço para a comemoração de 1 ano do site Desconcertos.

Na quinta-feira que vem, dia 13, a partir das 19 horas

entrada franca

POEMAGENS – Um ano do site DESCONCERTOS - Exibição de poemas visuais de Claudinei Vieira e dos poemas animados de Eduardo Rodrigues; participações especiais de várias escritoras e poetas.

Pra quem ainda não conhece o trabalho do Claudinei, vale e muito a pena acessar o site www.desconcertos.com.br e conferir as resenhas, os escritos; o cara sabe muito de cinema, quadrinhos, de tudo!

e amanhã, neste blog, notícias da Flap!

Por Paula Fábrio

03 julho 2006

Machado bebeu ali




Estou lendo Gógol pela primeira vez. O ano é 2006. A edição é de 1972. Dois anos após meu nascimento. A tradução é da Tatiana Belinky. O livro veio de um sebo, pelas mãos de uma menina talentosa, que apresentarei depois.

Capa dura, vermelha. Daquela coleção da Abril que começou apostando nas bancas e terminou correndo prateleiras de usados. O título. Almas Mortas. O estilo. Pra quem não conhece O Inspetor Geral (obra máxima de Gógol), bem diferente do que um autor ucraniano em língua russa inspira e do que o próprio título sugere. Divertido. Autêntico. Daqueles tempos em que o saber escrever era de um respeito inabalável pelo leitor. Os críticos o colocaram na escola naturalista. Mas isso só serve pra atrapalhar o leitor e rotular o autor. O que importa é que Machado bebeu ali. E bebeu bem. E muita gente deveria beber desse licor, que está merecendo uma edição belíssima, com tradução direto do russo, capa moderna - tão contemporânea como o autor.
Estou impressionada. E o mais impensável é que Gógol não chegou a terminar a obra. Jogou no fogo o que seria a segunda parte do livro, publicado graças ao que sobrou dos manuscritos que, por sua vez, se encerram, por assim dizer, sem um adeus sequer, e mesmo com esse detalhe de somenos, a obra agiganta-se a cada página, trazendo razões para provar a divindade das mãos de Gógol.
Almas Mortas fez-me lembrar de Crime e Castigo. Vontade de ler de novo. E de novo. E de me casar com o livro. Preciso urgentemente me saciar com esses russos, conhecer Krudy (húngaro), me debruçar sobre outros escritos de Dostoiévski, observar os banhos com Tchekov, ler Tolstói, Molnar e, por fim, me deleitar com o prazer de um sarau inteirinho dedicado ao leste europeu. Terra de sofrimento. De inteligências e homens raros.
A propósito, a menina talentosa que me emprestou o livro é a Ju Almeida, nossa colaboradora nos saraus.

Minhas próximas leituras, para quem quiser acompanhar:

Companheiro de viagem
Krúdy
Cosac Naify
R$ 43,00

O crocodilo
Dostoiévski
Ed. 34
R$ 29,00

Sarau leste europeu na Rato, pra quem quiser participar:
Dia 23 de julho, domingo, 5 da tarde. Tragam seus textos.

Por Paula Fábrio

19 junho 2006

Oficina de Introdução à Dramaturgia por Paula Chagas



O curso tem como objetivo principal a aproximação do aluno
com o texto dramatúrgico

Método
O trabalho será realizado com textos dramatúrgicos em paralelo com textos jornalísticos, poemas e crônicas, com os quais os alunos estão mais familiarizados. A partir da investigação dessas linguagens é que se aproximarão, também gradativamente, do texto dramatúrgico.

Módulos
O curso divide-se em quatro módulos, desenvolvidos ao longo de quatro aulas.
Na primeira, será abordada a aproximação e a diferenciação de textos dramáticos e jornalísticos.
Na segunda, serão investigadas as aproximações e diferenciações da poesia e da dramaturgia.
Na terceira semana é a vez da prosa e, na quarta, os alunos chegarão finalmente ao estudo específico da dramaturgia.

Para o aluno entender melhor esse universo, será feita a leitura de uma peça por semana e também haverá o acompanhamento de textos teóricos.

As aulas, no entanto, são independentes. O curso pode ser realizado por inteiro ou parcialmente.

Ao final, com a realização de cenas curtas pelos alunos, poderá ocorrer uma apresentação nas dependências da Rato de Livraria, com atores convidados.

CRONOGRAMA:

Duração: Quatro aulas, com duração de três horas.
Início: 01 de julho - sábado.
Horário: Das 10:00 às 13:00.

Investimento: R$ 15,00 a aula

A cada 10 aulas realizadas na Rato, ganhe um vale-livro de R$ 10,00.

Informações e Inscrições:
Rato de Livraria
3266-4476

Marçal Aquino - escritor convidado do Território Nacional




“É assim que você ganha a vida, Brito? Matando gente?”
Marçal Aquino


Neste sábado, 24 de Junho, 5 da tarde, na Rato

A literatura tem um encontro marcado com você: o escritor Marçal Aquino vem à Rato para falar sobre seu processo de criação, seus personagens, suas obras, num bate-papo informal com o público e com o escritor Moacyr Godoy Moreira. Haverá também leitura de trechos das obras do autor e sessão de autógrafos.

Este evento marca a estréia de Território Nacional, uma série de encontros com escritores da literatura brasileira contemporânea.

Pocket show musical

Entrada franca
Neste sábado, 24 de Junho, às 5 da tarde.

Rato de Livraria
r. do Paraíso, 790
3266-4476

15 junho 2006

Pai Goriot


Honoré de Balzac nasceu em 1799, filho de um funcionário público. Entre 1820 e 1824 escreveu algumas novelas sob vários pseudônimos, depois das quais tentou, sem sucesso, ser editor, impressor e tipógrafo. Aos 30 anos, endividado, retornou à literatura com fúria dedicada, e nos vinte anos seguintes escreveu cerca de noventa novelas e contos, aos quais deu o título abrangente de A Comédia Humana, tida como a maior obra épica de sua era. Morreu em 1850, aos 51 anos, poucos meses antes de casar-se com Evelina Hanska, condessa polonesa com quem manteve relações amorosas por dezoito anos.

Pai Goriot é considerada novela-chave na obra de Balzac, mas para compreendê-la não é necessário ter lido qualquer outro volume da Comédia.

Imensa fertilidade mental do autor, a amplitude da sua compreensão e a extensão e multiplicidade de seus interesses refletem todos os aspectos e esferas da atividade humana – homens e mulheres que sobreviveram às guerrilhas civis da Revolução Francesa e ao império de Napoleão, numa época de mudanças importantes nas condições sociais e nos valores de todos os tipos.

Balzac queria expor as forças motivadoras que dirigem homens e mulheres ao longo de suas vidas e mostrar como a estrutura social constrange tais forças enquanto é, ela própria, afetada.

Balzac era um gênio, e estava interessado em registrar o entorno das pessoas – a arquitetura de suas casas, móveis, pinturas, a comida e as roupas – não só a fim de determinar seu tempo e espaço, mas porque o entorno seria uma extensão da personalidade e uma força moldadora.

Trata-se de um romance de formação com lances de tragicomédia. A novela se passa na pensão de Madame Vauquer, em Paris, no ano de 1819. Vemos a cidade pelos olhos do ingênuo e ambicioso estudante Eugéne de Rastignac, hóspede da pensão.


Goriot, também hóspede, é um velho aposentado, outrora próspero, mas que, em virtude do excessivo amor paterno vive em privação, pois todos os recursos são usados na sustentação dos altos caprichos de suas filhas, damas da sociedade parisiense.

Os outros hóspedes são tipos humanos descritos como desprezíveis, com exceção do vilão Vautrin, personagem brilhante e a própria encarnação da força do mal, que tenta o jovem Eugéne com suas teorias rousseaunianas. Não consegue fazer de Eugéne seu discípulo, porém o influencia fortemente.

Acompanhamos o desdobramento gradual da personalidade de Eugéne em seu primeiro ano em Paris, e somos levados a cenários tão díspares quanto quartos e becos miseráveis, mansões e bailes de gala.

Pai Goriot é típica em sua maravilhosa vitalidade e perspicácia, e seu profundo tratamento de duas obsessões tão humanas e ardentes: dinheiro e amor.

por Ju Almeida

Você encontra esse livro na Rato de Livraria por R$34,60

06 junho 2006

Copa do Mundo na Rato

Os melhores livros sobre futebol, com 20% de desconto!

22 contistas em campo
Ediouro
De R$ 29,90 por R$ 23,92
172 págs.
Antologia de contos organizada por Flavio Moreira da Costa. Entre os escritores, João Ubaldo Ribeiro, Rachel de Queiroz, Hilda Hilst, Rubem Fonseca e Moacyr Scliar.

Charles Miller - o pai do futebol brasileiro
Ed. Nova Alexandria
De R$ 37,90 por R$ 30,32
236 págs.
Por meio de um relato apaixonado, John Mills traça a biografia deste ícone da história do futebol no país, com fotos antigas e texto desenvolvido a partir de material colhido desde os primórdios da carreira de Charles Miller.

Ronaldo - Glória e drama no futebol globalizado
Ed. 34
De 36,00 por R$ 28,80
318 págs.
Um livro que conta a história do jogador "Fenômeno", ilustrado com fotografias. O destaque fica por conta do tom sociológico dado pelo autor, Jorge Caldeira, a respeito da globalização do futebol e dos aspectos da cultura futebolística de times e dirigentes no Brasil.

11 histórias de futebol
Ed. Nova Alexandria
De 29,00 por R$ 23,20
140 págs.
Contos de João Antonio, Daniel Piza, Domingos Pellegrini e José Roberto Torero, dentre outros nomes ilustres da literatura brasileira.

Goleiros
Alameda Casa Editorial
De R$ 48 por R$ 38,40
281 págs.
Ilustrações de Baptistão
O autor, Paulo Guilherme, jornalista esportivo, faz uma inteligente narrativa sobre os fatos que contaram a história da posição de goleiro, inclusive com fatos curiosos: por exemplo, o goleiro foi o último personagem introduzido no futebol, até a figura do juiz já havia sido criada antes. Além de fotos pxb e coloridas, o livro também traz estatísticas sobre todos os goleiros.

Melhor time do mundo
CosacNaify
De R$ 37 por R$ 29,60
141 págs.
Livro infanto-juvenil
Autor: Jorge Viveiros de Castro
Livro de contos para jovens torcedores, com ilustrações modernas de Daniel Bueno, ganhador do Prêmio HQ Mix de revelação do ano. O título inclui curiosidades sobre copas do mundo e coisas surpreendentes sobre outras culturas e países distantes.

Anjos Brancos - bastidores do Real Madrid
Relume Dumará
De R$ 44,90 por R$ 35,92
324 págs.
John Carlin, jornalista do El Pais, conta a história do Real Madrid, time que colocou na prática a ideologia do novo futebol.

Ofertas válidas até 17 de junho.
Não vale para pontos no Clube do Rato.
Entrega gratuita não é válida para estes livros.
Confira nossa taxa de entrega ou venha buscar seu exemplar pessoalmente

História da Arte

Aulas avulsas. Não tem uma sequência obrigatória.

Tema da aula deste sábado: Escola de Paris
Arte no período entre-guerras na capital francesa
sábado, dia 10 de Junho, às 15:00 horas.


Investimento: R$ 10,00
Duração: 2 horas
por Dani Nastari, experiente arte-educadora
graduada pela FAAP


Participe das oficinas da Rato:
a cada dez participações ganhe um vale-livro de R$ 10,00.

Inscrições
Rato de Livrariar.
R. do Paraíso, 790
Perto do Metrô Paraíso
3266-4476

05 junho 2006

Deleite

Nunca vou me esquecer da primeira vez que Ana Leite veio à livraria. Ela saiu cantando bem baixinho, junto com o Zé Modesto ao violão, lá do fundo da casa, e, quando chegou em meio ao público do sarau, fêz-se silêncio imediatamente. O ambiente impregnou-se de uma melodia de seda, de sonho acariciado, mãe acalentando o filho.
Naquele momento, agradeci a Deus pelo presente. Após dias e noites terríveis, coisas de um passado ainda doído e irrefletido, a voz de Ana Leite sobrevinha feito brisa, doce em tarde chuvosa, num misto de paz e prazer. Deleite.
E, hoje, após um show muito brasileiro em renomada casa de espetáculos, ainda sou capaz de ouvir sua voz como da primeira vez - aconchego -, cuidando para manter viva, prendendo entre minhas mãos, essa sensação que vulgarmente costumamos chamar...Felicidade.

Parabéns mais uma vez, Ana Leite.

Paula Fábrio
Rato de Livraria.

31 maio 2006

Carta ao Público

A Rato vem a público para agradecer, compartilhar algumas coisas e também para pedir desculpas a cada um dos seus clientes e amigos pelas atrações anunciadas que faltaram ao nosso sarau de domingo passado.
Anunciamos os escritores: Fabiano Calixto, Micheliny Verunschk, Fred Barbosa, Marcius Cortez, Maria Alice Amorim, Pedro Américo de Farias, que muito nos prestigiaram com sua presença.
Também anunciamos o talentoso Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, que chegou quando muita gente já havia ido embora, por volta das 9 da noite, e nos agraciou com textos de muita inteligência, lírica e encantamento.
Mas pedimos desculpas pela ausência do escritor Xico Sá, que havia confirmado presença, mas que, por motivos alheios ao nosso conhecimento, não veio à livraria para a leitura do livro Catecismo.
Pedimos desculpas também pela falta de Clayton Barros, do Cordel do Fogo Encantado, que juntamente com Lirinha teria feito uma apresentação pra lá de especial. O músico veio de um show no interior paulista e estava muito exausto para se apresentar na Rato.
E, por fim, pedimos desculpas pelo pessoal do Bicho Falante que não compareceu ao Sarau.
Por isso ficamos sem música, a não ser pelas “cantatas” do Pedro Américo, que foram sem adjetivos!
Gostaríamos de prometer que isso nunca mais acontecerá, mas não podemos, está fora do nosso controle. Infelizmente, coisas como o “furo” de um escritor acontecem nas melhores livrarias.
Mas não estamos aqui apenas para nos desculpar, mas também para agradecer e compartilhar os resultados do nosso primeiro ano e do nome sólido que estamos construindo no mercado.
Quanto aos agradecimentos. Agradecer pelo carinho neste primeiro ano de vida, agradecer pela marca alcançada nesta semana, quando cadastramos nosso cliente número 1001.
Agradecer pela presença das 160 pessoas que prestigiaram nosso sarau de aniversário. Aliás, tivemos 3 saraus num único mês, Maio, o de aniversário, o da Virada Cultural, e o pernambucano, organizado pelo amigo querido, escritor, revisor, cordelista, multiculturalista e excelente companheiro de trabalho, Pedro Américo de Farias. Todas as noites tivemos casa cheia e sucesso absoluto.
Queremos também agradecer a presença de todos os escritores que já estiveram na Rato e que já se tornaram amigos: Marcelino Freire, um cara humano, grande, humilde, inteligente e dono de uma das maiores vozes literárias do Brasil. Mariana Ianelli, poetisa que para nós da Rato foi a grande revelação do ano, que escreve com amor pela arte, dona de um dom que só os grandes gênios possuem. Nelson de Oliveira, que logo de estréia na Rato nos presenteou com um post em seu blog, no qual teceu os melhores comentários sobre nossa livraria. Obrigada, Nelson. João Carrascoza, contista excelente, literato de mão cheia, figura simpática e adorável. Moacyr Godoy Moreira, parceiro 100% e um dos principais responsáveis por reunir tantos talentos em nosso espaço. Laura Bacellar, que nos prestigiou desde o começo com suas oficinas, seu público, pela iniciativa de utilizar a Rato como espaço de locação para uma entrevista na GNT. Ao escritor Fabrício Carpinejar, pela sua presença e leitura em dia pós-Bienal. Pedro Américo de Farias, por tudo o que já dissemos. Fred Barbosa, pela força que nos dá na Casa das Rosas, pela confiança em nos passar o importante trabalho de restauro do acervo do Haroldo de Campos, sem dúvida um ícone da intelectualidade brasileira.
Queremos agradecer à nossa equipe de trabalho, especialmente à Ju Almeida, pela simpatia com que sempre recebe nossos clientes. À Zuzima, pela dedicação e amor à livraria.
Agradecimentos especiais também aos músicos Zé Modesto, Ana Leite, Mauricio Baraças e Danile, que levaram música de excelente qualidade para a Rato.
Obrigada Débora Tavares pelo haicai. Dani Nastari, pelos conhecimentos bárbaros de História da Arte.
Nosso maior agradecimento ao público leitor, pessoas comuns do cotidiano, a dona de casa, o vizinho da livraria, o médico, o psicólogo, o professor, gente que escreve nas horas vagas, que sequer tem livro publicado, mas que na maioria das vezes têm “horinhas de descuido” e produz a melhor literatura do País. Pessoas assim, comuns, são sempre convidadas a ler seus textos na Rato, misturando-se a escritores publicados, e dão um colorido todo especial aos nossos saraus, diferenciando nossos eventos, fazendo da Rato um lugar autêntico, e não uma livraria de plástico.
Por isso pedimos para que escritores e editores prestem atenção na Rato, que façam seus lançamentos com a gente, pois aqui a literatura encontra-se diariamente com o leitor de verdade, aquele que aprecia uma boa história, aquele que compra livros. A Rato não é um local onde, como costuma acontecer em outros estabelecimentos de São Paulo, um grupo de escritores se reúne para ouvir outros escritores ou pretendentes a, e o texto não sai daquele circuito.
Outro dia ouvimos um elogio que foi definitivo, pois veio mostrar que estamos atingindo nossas metas e reafirmando nossa missão.
O editor Jiro Takahashi disse que na Rato “só tem livro bom”.
Sim, é isso que a Rato quer: ter somente livros de extrema qualidade em suas prateleiras.
E aí fica o recado: leitores, temos 6 mil títulos nas prateleiras, e são a “nata” literária.

Como balanço deste primeiro ano, temos um saldo bastante positivo e algumas idéias que continuarão norteando nosso caminho: a Rato veio para ficar. Veio para fazer o que é difícil. Veio não apenas para vender livros (o que já é complicadíssimo), mas para vender os MELHORES LIVROS. E veio par chamar todos seus clientes pelo nome, com atendimento feito pelas proprietárias, Paula Fábrio e Viviane Magnon, na indicação de todos os títulos. Não tem outra livraria igual. Uma marca que está sendo construída com muita batalha, amor e personalidade. E que venha o segundo ano da Rato.
Boas leituras e boas compras.

16 maio 2006

Sarau da Virada Cultural 2006
O sarau da virada na Rato de Livraria é uma iniciativa dos poetas César Silveira e Alessandro de Paula. É um sarau músico-literário com a temática livre. Além dos convidados, outros poetas e o público presente estão convidados a recitar poemas.

Dia: 20/05 - sábado das 18 às 22 horas.
Entrada franca

- Convidados com presença confirmada! -
Claudio Daniel - poeta, tradutor e jornalista.
Virna Teixeira - poeta e tradutora.
Andréa Del Fuego - escritora e cineasta.
Greco Cruz - cantor, compositor, instrumentista e produtor musical.
André Domingues - jornalista, escritor e crítico musical.

09 maio 2006

Exposição fotográfica por Tyto Neves


Olhar São Paulo é o título da exposição fotográfica do artista Tyto Neves, que ficará na Rato de Livraria até 30 de junho. A mostra reúne 24 fotografias feitas pelo autor que revelam o olhar poético de Tyto sobre a capital. Duas panorâmicas abrem a exposição e recortes de grafites dão um colorido todo especial à obra.


Fotos à venda na própria Rato, que todos já sabem: fica na r. do Paraíso, 790.

08 maio 2006

Agradecemos a presença no Sarau

A Rato de Livraria agradece muitíssimo a presença dos amigos, clientes, poetas, artistas e músicos que vieram prestigiar nosso sarau de aniversário de 1 ano! E os nossos agradecimentos especiais aos escritores Moacyr G. Moreira, Nelson de Oliveira, Joao Carrascoza, Tiago Novaes, Mariana Ianelli, Marcelino Freire, Beatriz Amaral. Nosso forte abraço aos músicos Zé Modesto, Ana Leite, Danile, e ao pessoal muito carismático do Bicho Falante. Obrigado Pedro Américo por tudo! Obrigado equipe da Rato! Obrigado Ana Rusche pela presença, pela leitura, pelos amigos do Projeto Identidade que embarcaram conosco nesta deliciosa aventura literária. Obrigado ao pessoal da Cia dos Dramaturgos, especialmente à Paula Chagas. Grande beijo ao fotógrafo Tyto Neves, que nos abençoou com a lindíssima exposição Olhar São Paulo e, diga-se de passagem, ficará na Rato até o começo de junho. Nosso obrigado carinhoso à presença sempre encantadora de Laura Bacellar, e sua dedicação à escrita e à escrita GLS. E que venham muitos saraus! E muitos anos de vida! Vejam as fotos no álbum da Rato que está com link na coluna ao lado.

por Rato de Livraria

07 maio 2006



Louise com sua obra Fillette, fotografada por Robert Mapplethorpe em 1968


Louise Bourgeois, artista plástica francesa, freqüentou o ateliê de Fernand Léger em Paris ao final dos anos 30. Foi Léger quem revelou a escultora latente na tímida estudante de pintura. Louise encontrou nessa arte o meio de exorcizar a carga dramática e nunca superada de sua infância.

Seus conflitos familiares em torno da figura do pai - que trouxe a amante para viver com a família a pretexto de oferecer às crianças aulas de inglês - seus impulsos agressivos e destrutivos, seu medo e ressentimento e sua análise racional do ambiente e dos fatos estão presentes em quase todas as obras, muitas vezes explicitamente sexuais e fetichistas, embora a autora negue essa intenção.


Destruição do pai/Reconstrução do pai é uma compilação de escritos e entrevistas realizados entre 1923 e 1997 - alías, meticulosamente arquivados pela autora. Seu discurso revela uma mulher irreverente, direta e transparente em seus conflitos, e está muitas vezes impregnado da angústia da incomunicabilidade com o Outro.

Louise se envolveu em diversos tipos de arte. Recentemente a performer Denise Stoklos apresentou uma montagem baseada no livro e em entrevistas com a autora, que inclusive gravou um vídeo e compôs um rap para a trilha do espetáculo.

Há uma obra de Louise no MAM de São Paulo. Clique aqui para ver.

Áreas de interesse: arte, mulheres, mulheres na arte, psicanálise e arte, biografias

Preço do livro na Rato: R$59,00

por Ju Almeida

03 maio 2006


Pessoal, antes do sarau do Rato, que tal dar um pulinho lá no Satyros e participar deste inteligente e inventivo evento literário?! Vale a pena.
No dia 06 de maio, às 9 da manhã, já dá pra fazer a inscrição para assistir às mesas de debate.

Vejam a programação abaixo: SÁBADO – dia 6 de maio

10h

Abertura

Mesa: Del Candeias, Poeta
- José Luiz Fiorin, Prof. Dr. da Lingüística (USP)
- Xico Sá, Jornalista e Prosador
- Heitor Ferraz, Poeta

12h: 1ª sessão

Literaturas Africanas de Língua Portuguesa

Mesa: Israel Azevedo

- Tania Macedo, Profa. Dr. Literaturas Comparadas (USP)
- Vima Lia Martins, Prof. Dra. Literaturas Comparadas (USP)
- Cláudio Daniel, Poeta

14:30h: 2ª sessão

Catalão, Basco e Espanhol – Literatura Espanhola?

Mesa: Bruno Zeni, Prosador e Crítico Literário

- Fábio Aristimunho Vargas, Poeta e Tradutor

- Vanderley Mendoça, Editor e Tradutor de Joan Brossa

- Isabel Martínez Lópes, Prof. Centro de Cultura Catalã de São Paulo (Catalania)

- Douglas Diegues, Poeta

Logo após:

Lançamento: Sumário – Sumari Astral – Sumario

Poemas de Joan Brossa

Tradução: Ronald Polito

Amauta Editorial

DOMINGO – dia 7 de maio

10h: 4ª sessão

Do Cordel de Asfalto à Poesia Maloquerista – Comportamento e Estética literária

Mesa: Pedro Tostes, Poeta
- Marcelino Freire, Escritor

- Glauco Mattoso, Escritor

- Berimba, Poeta integrante do Movimento Maloquerista

12h: 5ª sessão

O Inglês às Margens do Império

Mesa: Eduardo Lacerda, Poeta

- Marcos Soares, Prof. Dr. de Literatura

Norte-Americana (USP)

- Virna Teixeira, Poeta e Tradutora

- Ana Rüsche, Escritora

14:30h: 6ª sessão

Zines, Blogs, Literatura e outras Fronteiras

Mesa: Ivan Antunes, Poeta

- Clarah Averbuck, Escritora (a confirmar)
- Reynaldo Damazio, Poeta (a confirmar)

- Andrea Del Fuego, Escritora

- Ademir Assunção, Poeta (a confirmar)

16h

Encerramento
Antonio Vicente Pietroforte, Prof. Dr. da Lingüística (USP)

01 maio 2006

Sarau de aniversário da Rato


Para reunir todos liteRatos que nos acompanham desde o começo

e os que estão chegando agora

Escritores convidados

João Carrascoza, Ivana Arruda Leite, Nelson de Oliveira,

Fred Barbosa, Moacyr G. Moreira, Laura Bacellar, Mariana Ianelli,

Marcelino Freire, Ana Rusche, Tiago Novaes, Beatriz Amaral e muitos outros

Domingo

7 de maio

a partir das 17 horas

participação musical

Zé Modesto, Danile, Bicho Falante

leitura dramática

Paula Chagas da Cia dos Dramaturgos

exposição fotográfica

Olhar São Paulo

por Tyto Neves

Entrada franca

Rato de Livraria

Rua do Paraíso, 790

3266-4476

22 abril 2006

Resenha de A Sangue Frio



A Sangue Frio

Milton Ayres – redator publicitário e artista plástico

Quando li pela primeira vez “A Sangue Frio”, de Truman Capote, uns 25 anos atrás, não sabia muito bem do que se tratava. Era adolescente e gostava de ler livros policiais. Mesmo assim, lembro-me que fiquei bastante chocado ao saber que o crime descrito por Capote tinha realmente acontecido nos Estados Unidos duas décadas antes. Só isso.

Hoje, depois de assistir ao filme “Capote”, que retrata muito bem a personalidade e o estilo jornalístico-literário do escritor, e de reler sua obra-prima, consigo enxergar o livro de outra maneira. Confesso que no começo da leitura achei-o muito prolixo. Suas descrições beiravam o exagero. Mas todas as características da personalidade de Capote juntas (vaidade, inteligência, egocentrismo) fizeram com que seu livro pretensamente inaugurasse uma nova categoria literária, o romance jornalístico, e se tornasse um best-seller nos EUA.

Não podemos negar seu virtuosismo literário nem a maneira como ele descreve cada situação, cada personagem e cada cenário. O autor passa mais da metade do livro descrevendo os assassinos, as vítimas, as pessoas mais próximas a eles e as situações presentes e passadas relacionadas ao caso, antes de finalmente revelar como foi a tal execução a sangue frio. E após descrever o crime brutal, ele ainda passa mais um quarto do livro falando sobre a prisão e o processo criminal até finalmente chegar ao cumprimento da pena capital.

Há também um quê de análise psicológica e sociológica na obra. A descrição da personalidade dos criminosos, a análise do ambiente social em que foram criados e a influência negativa que receberam na prisão em contraponto com a vida pacata, regrada e honesta das vítimas cria a tensão psicológica necessária e a disputa entre o bem e o mal, imprescindíveis a um bom romance. Por fim, não menos importante que a documentação da história, é a questão da pena de morte, que, em função do tal relato detalhado, nos parece ser a única pena cabível.

Pesquisando posteriormente a vida do escritor, descobri nela similaridades com a vida do criminoso Perry Smith – família ausente, alcoolismo etc. Soube também do envolvimento que tiveram. Isso me fez tirar outras conclusões. É como se Truman Capote se identificasse com o bandido e tentasse expurgar todo seu lado ruim (o homossexualismo não aceito, a vaidade excessiva e o egocentrismo) através da danação do personagem criminoso. É como se ele próprio trilhasse os mesmos passos de Perry até o cadafalso para obter a redenção de seus pecados. Dizem que ele estava presente nas execuções e que chorou. E sabe-se também que depois deste livro ele não produziu mais nada de valor, entregou-se ao álcool e morreu. O que me leva a crer que, depois de vivenciar tudo isso tão intensamente, talvez tenha lhe faltado sangue frio suficiente para continuar vivendo.

A Sangue Frio

Capote, Truman

Ed. Cia das Letras

432 páginas

R$ 47,00

20 abril 2006

Cine Rato

O evento mais desencanado do Rato.


Neste sábado, às 17 horas, exibição do filme As Horas.

Traga sua almofada e sinta-se em casa.

Entrada franca

Neste sábado, 17 horas

Apenas para maiores de 18 anos

Rato de Livraria

Rua do Paraíso, 790

3266-4476

19 abril 2006

Resenha do livro Mindscapes





Ecce Homo, parece dizer cada poema”, foram, certa vez, as palavras de Eugênio de Andrade. Esta ambição da experiência poética por um sentido humano é o que diz, na duração do pensamento, cada poema de Laura Riding. Há mais de uma década de sua morte, Riding ressurge, em sua primeira edição brasileira, convocando o ser para a linguagem. Mindscapes (Iluminuras, 2004), paragens da mente, do infinito durante: o espaço luminoso onde a consciência lingüística se converte em um projeto de existência.

No ponto em que se tocam criação e crítica, a poesia de Riding tem como origem e destino o próprio homem, este mesmo que, em sua possibilidade de ser, tornou-se alvo da linguagem para Heidegger. “O que é ser?” – pergunta a poeta. “É ter um nome”, e carregá-lo em si, inteiramente, até que se faça silêncio. Onde a verdade fala, a palavra consente. Por um momento, Riding e o mundo se cruzam – e este momento, de hesitação e equilíbrio, de amor e contenda, é o poema. Exatamente aí dobra “a sineta do pensamento”.

A poeta ronda a “fala absoluta”, “o verso simples e impronunciável”, o milagre que está dito em sua presença muda. Lê-se, para além da palavra, a eternidade. Para além do tempo, da beleza e do amor, o homem em sua justa dimensão. Não são poemas que se abrem ao primeiro apelo da leitura, antes são muros que procuram os olhos da mente, despertos para a interminável aventura da autognose. Poemas para se olhar por dentro e através de si, no que lhes é sem limite e sem vaidade: este caminho de aprendizagem no abismo, “um continente imaginário”, mindscapes.

Companheira de Robert Graves por mais de seis anos, admirada por Yeats e Auden, Riding foi uma daquelas mentes poéticas que, diante do questionamento dos valores humanos na travessia do século 20, não se furtou a enfrentar o risco de limites extremos no estudo e na criação da obra literária, chegando a abandonar a poesia por esta mesma fidelidade de consciência que calou a vida de Paul Celan.

“Não somos o vento”, segreda a poeta. Não somos isto que é pleno em si mesmo sem ao menos saber seu nome. A morada da natureza humana está em outra parte: na imanência de um porquê. “Devemos distinguir melhor entre nós mesmos e estranhos”, separar pela diferença e conciliar pela identidade. É assim que, na poesia de Laura Riding, o tempo musical da mente abole o tempo transitivo dos relógios e, o pensamento, tal como o compreendia Ralph Waldo Emerson, desdobra sua existência “mutuamente contraditória e exclusiva”.

Numa época em que urge a tarefa de pensar, os poemas de Mindscapes vêm atar o elo entre o homem e o mundo por essa íntima relação entre experiência e iniciação, a partir da qual poesia e filosofia se conversam de um modo fecundo, infinito e revolucionário.

MARIANA IANELLI

Mindscapes
Riding, Laura
Ed. Iluminuras
R$ 44,00
20% desconto para membros do Clube do Rato

17 abril 2006

OFICINA DE FOTOGRAFIA DA RATO


Por Viviane Magnon

Neste sábado, às 10h30

Módulo introdutório:

Breve história da fotografia

Principais diferenças entre máquinas reflex (manual) e automáticas

Diferenças entre os modelos de câmeras

Análise de fotos produzidas por máquinas reflex – observação dos efeitos possíveis

Duração: 2 horas

Investimento: R$ 20,00

Não é necessário possuir equipamento

Data: neste sábado, dia 22 de abril, às 10h30

Módulo 2:

O aluno vai aprender a usar máquinas reflex 35 mm, incluindo obturador, diafragma, foco, fotometria.

Diferenças entre objetivas (lentes)

Diferenças entre os filmes

Duração: 4 horas

Investimento: R$ 50,00

Data: a definir

Módulo 3:

Saída fotográfica – para solução de dúvidas práticas

Duração: 3 horas

Investimento: R$ 30,00

Data: a definir

Módulo 4:

Análise das fotos tiradas na saída fotográfica e plantão de dúvidas

Duração: 2 horas

Investimento: R$ 20,00

Data: a definir

Atenção: todos os módulos são independentes

Para o aluno que desejar se inscrever para os 4 módulos, parcelamos o valor total em 2 vezes + vale-livro de R$ 20,00!

Inscrições via email ou por telefone

Rato de Livraria

Rua do Paraíso, 790

3266-4476

08 abril 2006

20% de desconto em literatura de alta qualidade

Cinco ofertas com 20% de desconto somente para o Clube do Rato
Se você ainda não se filiou, inscreva-se por e-mail, é gratuito!

Ofertas válidas até 13 de abril ou enquanto durar nosso estoque.
Os pontos não são válidos para o Clube do Rato.

Marca D’água

Brodsky, Joseph

Cosac Naify, 92 pgs

A Rato, apropriando-se do escrito de Mario Sergio Conti sobre o livro, “Brodsky fazia o que fazem os poetas: passeava ao léu pelas ruelas esguias como enguias, lia, escrevia, comia, bebia, ouvia música nas igrejas, tentava seduzir as moças...”, indica Marca D’Água como uma das melhores obras sobre viagens e Veneza produzida com a sensibilidade de um escritor que traz desde passeiozinhos ensaísticos até humor, leveza, e beleza para seus leitores.

De: R$ 39,00 por R$ 31,20

Baú de ossos, Balão cativo, Chão de ferro, Beira-mar, Círio perfeito

Qualquer obra de memórias de Pedro Nava (exceto Galo das trevas)

Nava, Pedro

Ateliê Editorial

Com 20% de desconto

Willys de Castro

Conduru, Roberto

Cosac Naify, 240 pgs

Artes-pintura

Capa dura

Acompanha cd áudio

Monografia que revela a obra neoconcreta do poeta, designer, ensaísta e artista Willys de Castro.

De R$ 75,00 por R$ 60,00

Impressionismo

Schapiro, Meyer

Cosac Naify, 360 pgs

Edição encadernada

O autor analisa através de uma ótica subvertida as obras de Monet, Degas, Renoir, Manet, dentre outros impressionistas.

De R$ 155,00 por R$ 124,00

Música do parnaso

Oliveira, Manuel Botelho de

Ateliê Editorial, 423 pgs

Edição fac-similar, com encadernação de luxo, precedida e apresentada por ensaio de Ivan Teixeira. A obra original data de 1705 e se apropria de um código poético que abrange exploração da imagem, concentração semântica, equivocidade de vocábulos e plasticidade sintática.

De R$ 80,00 por R$ 64,00

Rato de Livraria

r. do Paraíso, 790

3266-4476


04 abril 2006

Rato estará Corpo a corpo com a poesia



Nós estaremos lá prestigiando essa moçada nova que anda produzindo muuuuito!

Introdução às artes visuais nos séculos 19 e 20


Aula introdutória de História da Arte na Rato

por Dani Nastari, experiente arte-educadora graduada pela FAAP

A aula terá como objetivo principal apresentar uma visão geral da História da Arte, por meio de observações de obras, comentários sobre artistas, linha do tempo, e contextualização de escolas e movimentos.

Investimento: R$ 10,00

Duração: 2 horas

Certificado de participação

sábado, dia 08 de abril, às 15:30 horas.

Inscrições

Rato de Livraria

r. do Paraíso, 790

3266-4476

www.ratodelivrariaonline.blogspot.com