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13 julho 2006
7 motivos bem-humorados pra você sair de casa e ir à Flap
2. Conhecer pessoas ligadas à cultura pode ser um programaço, e ainda pode rolar paquera
3. Fazer boas aquisições literárias enriquece não só as suas estantes como também a sua alma
4. Encontrar e conversar com escritores, professores da Usp e não pagar nada por isso
5. Guardar dinheiro para ir a Paraty numa época em que a cidade estará mais limpa, vazia e aconchegante
6. Visitar o Espaço dos Sátyros e conferir a programação das peças
7. Ver o pessoal da Rato por lá: não tem preço!
Pra quem ainda não sabe, a Flap é um evento literário que reúne mesas de embates, feira de livros, entre outras coisas. Esta já é a segunda edição do evento, que estreou em 2005. A Flap é organizada pelo pessoal do Projeto Identidade.
Flap
dias 29 e 30 de julho no Espaço dos Satyros
Pça. Roosevelt, 214
a partir das 10 da manhã
Mas lembre-se: um final de semana antes temos sarau na Rato, no domingo!
Por Paula Fábrio
11 julho 2006
Dos lindos lábios para as páginas
"Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” canta a leveza e o peso das histórias de amor.
Em flashes, Marçal Aquino conduz a história do fotógrafo Cauby e de Lavínia, mulher exuberante “tocada por luz e sombra”.
Numa tarde luminosa, no Pará, Cauby é invadido por Lavínia, epifânica, de forma arrebatadora e definitiva, no encontro que marca o início do livro e da imaginação do leitor. Uma mulher que o autor tenta, também, desvendar ao longo da história e que nos surpreende, a todos, até os minutos finais.
Marçal nos remete à singeleza, em momentos de linguagem poética e de sentimento ingênuo, ao mesmo tempo em que escancara o desejo, destemido, como as almas daqueles homens e mulheres sob o sol no garimpo.
É nesse cenário que acompanham os nossos olhos, uma paisagem árida: casa de jagunços, de fanáticos, de loucos e de desprotegidos. Alguns, personagens de pequenos mundos desconhecidos, outros que reconhecemos em nossa imagem no espelho, refletidos.
Mergulhados nas correntezas de um amor proibido, ungido a espuma e pedra, a batizarem a alma e a carne, é na mistura do santo e do profano, do corpo e do corpo, que descobrimos, emocionados e surpresos, onde o amor habita.
Por Débora Tavares
Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios
Marçal Aquino
Cia das Letras
230 páginas
De R$ 39,00 por R$ 35,00
06 julho 2006
Festa desconcertante
Na quinta-feira que vem, dia 13, a partir das 19 horas
entrada franca
POEMAGENS – Um ano do site DESCONCERTOS - Exibição de poemas visuais de Claudinei Vieira e dos poemas animados de Eduardo Rodrigues; participações especiais de várias escritoras e poetas.
Pra quem ainda não conhece o trabalho do Claudinei, vale e muito a pena acessar o site www.desconcertos.com.br e conferir as resenhas, os escritos; o cara sabe muito de cinema, quadrinhos, de tudo!
e amanhã, neste blog, notícias da Flap!
Por Paula Fábrio
03 julho 2006
Machado bebeu ali
Estou lendo Gógol pela primeira vez. O ano é 2006. A edição é de 1972. Dois anos após meu nascimento. A tradução é da Tatiana Belinky. O livro veio de um sebo, pelas mãos de uma menina talentosa, que apresentarei depois.
Capa dura, vermelha. Daquela coleção da Abril que começou apostando nas bancas e terminou correndo prateleiras de usados. O título. Almas Mortas. O estilo. Pra quem não conhece O Inspetor Geral (obra máxima de Gógol), bem diferente do que um autor ucraniano em língua russa inspira e do que o próprio título sugere. Divertido. Autêntico. Daqueles tempos em que o saber escrever era de um respeito inabalável pelo leitor. Os críticos o colocaram na escola naturalista. Mas isso só serve pra atrapalhar o leitor e rotular o autor. O que importa é que Machado bebeu ali. E bebeu bem. E muita gente deveria beber desse licor, que está merecendo uma edição belíssima, com tradução direto do russo, capa moderna - tão contemporânea como o autor.
Estou impressionada. E o mais impensável é que Gógol não chegou a terminar a obra. Jogou no fogo o que seria a segunda parte do livro, publicado graças ao que sobrou dos manuscritos que, por sua vez, se encerram, por assim dizer, sem um adeus sequer, e mesmo com esse detalhe de somenos, a obra agiganta-se a cada página, trazendo razões para provar a divindade das mãos de Gógol.
Almas Mortas fez-me lembrar de Crime e Castigo. Vontade de ler de novo. E de novo. E de me casar com o livro. Preciso urgentemente me saciar com esses russos, conhecer Krudy (húngaro), me debruçar sobre outros escritos de Dostoiévski, observar os banhos com Tchekov, ler Tolstói, Molnar e, por fim, me deleitar com o prazer de um sarau inteirinho dedicado ao leste europeu. Terra de sofrimento. De inteligências e homens raros.
A propósito, a menina talentosa que me emprestou o livro é a Ju Almeida, nossa colaboradora nos saraus.
Minhas próximas leituras, para quem quiser acompanhar:
Companheiro de viagem
Krúdy
Cosac Naify
R$ 43,00
O crocodilo
Dostoiévski
Ed. 34
R$ 29,00
Sarau leste europeu na Rato, pra quem quiser participar:
Dia 23 de julho, domingo, 5 da tarde. Tragam seus textos.
Por Paula Fábrio
19 junho 2006
Oficina de Introdução à Dramaturgia por Paula Chagas
O curso tem como objetivo principal a aproximação do aluno
com o texto dramatúrgico
Método
O trabalho será realizado com textos dramatúrgicos em paralelo com textos jornalísticos, poemas e crônicas, com os quais os alunos estão mais familiarizados. A partir da investigação dessas linguagens é que se aproximarão, também gradativamente, do texto dramatúrgico.
Módulos
O curso divide-se em quatro módulos, desenvolvidos ao longo de quatro aulas.
Na primeira, será abordada a aproximação e a diferenciação de textos dramáticos e jornalísticos.
Na segunda, serão investigadas as aproximações e diferenciações da poesia e da dramaturgia.
Na terceira semana é a vez da prosa e, na quarta, os alunos chegarão finalmente ao estudo específico da dramaturgia.
Para o aluno entender melhor esse universo, será feita a leitura de uma peça por semana e também haverá o acompanhamento de textos teóricos.
As aulas, no entanto, são independentes. O curso pode ser realizado por inteiro ou parcialmente.
Ao final, com a realização de cenas curtas pelos alunos, poderá ocorrer uma apresentação nas dependências da Rato de Livraria, com atores convidados.
CRONOGRAMA:
Duração: Quatro aulas, com duração de três horas.
Início: 01 de julho - sábado.
Horário: Das 10:00 às 13:00.
Investimento: R$ 15,00 a aula
A cada 10 aulas realizadas na Rato, ganhe um vale-livro de R$ 10,00.
Informações e Inscrições:
Rato de Livraria
3266-4476
Marçal Aquino - escritor convidado do Território Nacional
“É assim que você ganha a vida, Brito? Matando gente?”
Marçal Aquino
Neste sábado, 24 de Junho, 5 da tarde, na Rato
A literatura tem um encontro marcado com você: o escritor Marçal Aquino vem à Rato para falar sobre seu processo de criação, seus personagens, suas obras, num bate-papo informal com o público e com o escritor Moacyr Godoy Moreira. Haverá também leitura de trechos das obras do autor e sessão de autógrafos.
Este evento marca a estréia de Território Nacional, uma série de encontros com escritores da literatura brasileira contemporânea.
Pocket show musical
Entrada franca
Neste sábado, 24 de Junho, às 5 da tarde.
Rato de Livraria
r. do Paraíso, 790
3266-4476
15 junho 2006

Honoré de Balzac nasceu em 1799, filho de um funcionário público. Entre 1820 e 1824 escreveu algumas novelas sob vários pseudônimos, depois das quais tentou, sem sucesso, ser editor, impressor e tipógrafo. Aos 30 anos, endividado, retornou à literatura com fúria dedicada, e nos vinte anos seguintes escreveu cerca de noventa novelas e contos, aos quais deu o título abrangente de A Comédia Humana, tida como a maior obra épica de sua era. Morreu em 1850, aos 51 anos, poucos meses antes de casar-se com Evelina Hanska, condessa polonesa com quem manteve relações amorosas por dezoito anos.
Pai Goriot é considerada novela-chave na obra de Balzac, mas para compreendê-la não é necessário ter lido qualquer outro volume da Comédia.
Imensa fertilidade mental do autor, a amplitude da sua compreensão e a extensão e multiplicidade de seus interesses refletem todos os aspectos e esferas da atividade humana – homens e mulheres que sobreviveram às guerrilhas civis da Revolução Francesa e ao império de Napoleão, numa época de mudanças importantes nas condições sociais e nos valores de todos os tipos.
Balzac queria expor as forças motivadoras que dirigem homens e mulheres ao longo de suas vidas e mostrar como a estrutura social constrange tais forças enquanto é, ela própria, afetada.
Balzac era um gênio, e estava interessado em registrar o entorno das pessoas – a arquitetura de suas casas, móveis, pinturas, a comida e as roupas – não só a fim de determinar seu tempo e espaço, mas porque o entorno seria uma extensão da personalidade e uma força moldadora.
Trata-se de um romance de formação com lances de tragicomédia. A novela se passa na pensão de Madame Vauquer, em Paris, no ano de 1819. Vemos a cidade pelos olhos do ingênuo e ambicioso estudante Eugéne de Rastignac, hóspede da pensão.
Goriot, também hóspede, é um velho aposentado, outrora próspero, mas que, em virtude do excessivo amor paterno vive em privação, pois todos os recursos são usados na sustentação dos altos caprichos de suas filhas, damas da sociedade parisiense.Os outros hóspedes são tipos humanos descritos como desprezíveis, com exceção do vilão Vautrin, personagem brilhante e a própria encarnação da força do mal, que tenta o jovem Eugéne com suas teorias rousseaunianas. Não consegue fazer de Eugéne seu discípulo, porém o influencia fortemente.
Acompanhamos o desdobramento gradual da personalidade de Eugéne em seu primeiro ano em Paris, e somos levados a cenários tão díspares quanto quartos e becos miseráveis, mansões e bailes de gala.
Pai Goriot é típica em sua maravilhosa vitalidade e perspicácia, e seu profundo tratamento de duas obsessões tão humanas e ardentes: dinheiro e amor.
por Ju Almeida
Você encontra esse livro na Rato de Livraria por R$34,60
06 junho 2006
Copa do Mundo na Rato
22 contistas em campo
Ediouro
De R$ 29,90 por R$ 23,92
172 págs.
Antologia de contos organizada por Flavio Moreira da Costa. Entre os escritores, João Ubaldo Ribeiro, Rachel de Queiroz, Hilda Hilst, Rubem Fonseca e Moacyr Scliar.
Charles Miller - o pai do futebol brasileiro
Ed. Nova Alexandria
De R$ 37,90 por R$ 30,32
236 págs.
Por meio de um relato apaixonado, John Mills traça a biografia deste ícone da história do futebol no país, com fotos antigas e texto desenvolvido a partir de material colhido desde os primórdios da carreira de Charles Miller.
Ronaldo - Glória e drama no futebol globalizado
Ed. 34
De 36,00 por R$ 28,80
318 págs.
Um livro que conta a história do jogador "Fenômeno", ilustrado com fotografias. O destaque fica por conta do tom sociológico dado pelo autor, Jorge Caldeira, a respeito da globalização do futebol e dos aspectos da cultura futebolística de times e dirigentes no Brasil.
11 histórias de futebol
Ed. Nova Alexandria
De 29,00 por R$ 23,20
140 págs.
Contos de João Antonio, Daniel Piza, Domingos Pellegrini e José Roberto Torero, dentre outros nomes ilustres da literatura brasileira.
Goleiros
Alameda Casa Editorial
De R$ 48 por R$ 38,40
281 págs.
Ilustrações de Baptistão
O autor, Paulo Guilherme, jornalista esportivo, faz uma inteligente narrativa sobre os fatos que contaram a história da posição de goleiro, inclusive com fatos curiosos: por exemplo, o goleiro foi o último personagem introduzido no futebol, até a figura do juiz já havia sido criada antes. Além de fotos pxb e coloridas, o livro também traz estatísticas sobre todos os goleiros.
Melhor time do mundo
CosacNaify
De R$ 37 por R$ 29,60
141 págs.
Livro infanto-juvenil
Autor: Jorge Viveiros de Castro
Livro de contos para jovens torcedores, com ilustrações modernas de Daniel Bueno, ganhador do Prêmio HQ Mix de revelação do ano. O título inclui curiosidades sobre copas do mundo e coisas surpreendentes sobre outras culturas e países distantes.
Anjos Brancos - bastidores do Real Madrid
Relume Dumará
De R$ 44,90 por R$ 35,92
324 págs.
John Carlin, jornalista do El Pais, conta a história do Real Madrid, time que colocou na prática a ideologia do novo futebol.
Ofertas válidas até 17 de junho.
Não vale para pontos no Clube do Rato.
Entrega gratuita não é válida para estes livros.
Confira nossa taxa de entrega ou venha buscar seu exemplar pessoalmente
História da Arte
Tema da aula deste sábado: Escola de Paris
Arte no período entre-guerras na capital francesa
sábado, dia 10 de Junho, às 15:00 horas.
Investimento: R$ 10,00
Duração: 2 horas
por Dani Nastari, experiente arte-educadora
graduada pela FAAP
Participe das oficinas da Rato:
a cada dez participações ganhe um vale-livro de R$ 10,00.
Inscrições
Rato de Livrariar.
R. do Paraíso, 790
Perto do Metrô Paraíso
3266-4476
05 junho 2006
Deleite
Naquele momento, agradeci a Deus pelo presente. Após dias e noites terríveis, coisas de um passado ainda doído e irrefletido, a voz de Ana Leite sobrevinha feito brisa, doce em tarde chuvosa, num misto de paz e prazer. Deleite.
E, hoje, após um show muito brasileiro em renomada casa de espetáculos, ainda sou capaz de ouvir sua voz como da primeira vez - aconchego -, cuidando para manter viva, prendendo entre minhas mãos, essa sensação que vulgarmente costumamos chamar...Felicidade.
Parabéns mais uma vez, Ana Leite.
Paula Fábrio
Rato de Livraria.
31 maio 2006
Carta ao Público
Anunciamos os escritores: Fabiano Calixto, Micheliny Verunschk, Fred Barbosa, Marcius Cortez, Maria Alice Amorim, Pedro Américo de Farias, que muito nos prestigiaram com sua presença.
Também anunciamos o talentoso Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, que chegou quando muita gente já havia ido embora, por volta das 9 da noite, e nos agraciou com textos de muita inteligência, lírica e encantamento.
Mas pedimos desculpas pela ausência do escritor Xico Sá, que havia confirmado presença, mas que, por motivos alheios ao nosso conhecimento, não veio à livraria para a leitura do livro Catecismo.
Pedimos desculpas também pela falta de Clayton Barros, do Cordel do Fogo Encantado, que juntamente com Lirinha teria feito uma apresentação pra lá de especial. O músico veio de um show no interior paulista e estava muito exausto para se apresentar na Rato.
E, por fim, pedimos desculpas pelo pessoal do Bicho Falante que não compareceu ao Sarau.
Por isso ficamos sem música, a não ser pelas “cantatas” do Pedro Américo, que foram sem adjetivos!
Gostaríamos de prometer que isso nunca mais acontecerá, mas não podemos, está fora do nosso controle. Infelizmente, coisas como o “furo” de um escritor acontecem nas melhores livrarias.
Mas não estamos aqui apenas para nos desculpar, mas também para agradecer e compartilhar os resultados do nosso primeiro ano e do nome sólido que estamos construindo no mercado.
Quanto aos agradecimentos. Agradecer pelo carinho neste primeiro ano de vida, agradecer pela marca alcançada nesta semana, quando cadastramos nosso cliente número 1001.
Agradecer pela presença das 160 pessoas que prestigiaram nosso sarau de aniversário. Aliás, tivemos 3 saraus num único mês, Maio, o de aniversário, o da Virada Cultural, e o pernambucano, organizado pelo amigo querido, escritor, revisor, cordelista, multiculturalista e excelente companheiro de trabalho, Pedro Américo de Farias. Todas as noites tivemos casa cheia e sucesso absoluto.
Queremos também agradecer a presença de todos os escritores que já estiveram na Rato e que já se tornaram amigos: Marcelino Freire, um cara humano, grande, humilde, inteligente e dono de uma das maiores vozes literárias do Brasil. Mariana Ianelli, poetisa que para nós da Rato foi a grande revelação do ano, que escreve com amor pela arte, dona de um dom que só os grandes gênios possuem. Nelson de Oliveira, que logo de estréia na Rato nos presenteou com um post em seu blog, no qual teceu os melhores comentários sobre nossa livraria. Obrigada, Nelson. João Carrascoza, contista excelente, literato de mão cheia, figura simpática e adorável. Moacyr Godoy Moreira, parceiro 100% e um dos principais responsáveis por reunir tantos talentos em nosso espaço. Laura Bacellar, que nos prestigiou desde o começo com suas oficinas, seu público, pela iniciativa de utilizar a Rato como espaço de locação para uma entrevista na GNT. Ao escritor Fabrício Carpinejar, pela sua presença e leitura em dia pós-Bienal. Pedro Américo de Farias, por tudo o que já dissemos. Fred Barbosa, pela força que nos dá na Casa das Rosas, pela confiança em nos passar o importante trabalho de restauro do acervo do Haroldo de Campos, sem dúvida um ícone da intelectualidade brasileira.
Queremos agradecer à nossa equipe de trabalho, especialmente à Ju Almeida, pela simpatia com que sempre recebe nossos clientes. À Zuzima, pela dedicação e amor à livraria.
Agradecimentos especiais também aos músicos Zé Modesto, Ana Leite, Mauricio Baraças e Danile, que levaram música de excelente qualidade para a Rato.
Obrigada Débora Tavares pelo haicai. Dani Nastari, pelos conhecimentos bárbaros de História da Arte.
Nosso maior agradecimento ao público leitor, pessoas comuns do cotidiano, a dona de casa, o vizinho da livraria, o médico, o psicólogo, o professor, gente que escreve nas horas vagas, que sequer tem livro publicado, mas que na maioria das vezes têm “horinhas de descuido” e produz a melhor literatura do País. Pessoas assim, comuns, são sempre convidadas a ler seus textos na Rato, misturando-se a escritores publicados, e dão um colorido todo especial aos nossos saraus, diferenciando nossos eventos, fazendo da Rato um lugar autêntico, e não uma livraria de plástico.
Por isso pedimos para que escritores e editores prestem atenção na Rato, que façam seus lançamentos com a gente, pois aqui a literatura encontra-se diariamente com o leitor de verdade, aquele que aprecia uma boa história, aquele que compra livros. A Rato não é um local onde, como costuma acontecer em outros estabelecimentos de São Paulo, um grupo de escritores se reúne para ouvir outros escritores ou pretendentes a, e o texto não sai daquele circuito.
Outro dia ouvimos um elogio que foi definitivo, pois veio mostrar que estamos atingindo nossas metas e reafirmando nossa missão.
O editor Jiro Takahashi disse que na Rato “só tem livro bom”.
Sim, é isso que a Rato quer: ter somente livros de extrema qualidade em suas prateleiras.
E aí fica o recado: leitores, temos 6 mil títulos nas prateleiras, e são a “nata” literária.
Como balanço deste primeiro ano, temos um saldo bastante positivo e algumas idéias que continuarão norteando nosso caminho: a Rato veio para ficar. Veio para fazer o que é difícil. Veio não apenas para vender livros (o que já é complicadíssimo), mas para vender os MELHORES LIVROS. E veio par chamar todos seus clientes pelo nome, com atendimento feito pelas proprietárias, Paula Fábrio e Viviane Magnon, na indicação de todos os títulos. Não tem outra livraria igual. Uma marca que está sendo construída com muita batalha, amor e personalidade. E que venha o segundo ano da Rato.
Boas leituras e boas compras.
16 maio 2006
Dia: 20/05 - sábado das 18 às 22 horas.
Entrada franca
Virna Teixeira - poeta e tradutora.
Andréa Del Fuego - escritora e cineasta.
Greco Cruz - cantor, compositor, instrumentista e produtor musical.
André Domingues - jornalista, escritor e crítico musical.
09 maio 2006
Exposição fotográfica por Tyto Neves

Olhar São Paulo é o título da exposição fotográfica do artista Tyto Neves, que ficará na Rato de Livraria até 30 de junho. A mostra reúne 24 fotografias feitas pelo autor que revelam o olhar poético de Tyto sobre a capital. Duas panorâmicas abrem a exposição e recortes de grafites dão um colorido todo especial à obra.
Fotos à venda na própria Rato, que todos já sabem: fica na r. do Paraíso, 790.
08 maio 2006
Agradecemos a presença no Sarau
por Rato de Livraria
07 maio 2006

Louise com sua obra Fillette, fotografada por Robert Mapplethorpe em 1968
Louise Bourgeois, artista plástica francesa, freqüentou o ateliê de Fernand Léger em Paris ao final dos anos 30. Foi Léger quem revelou a escultora latente na tímida estudante de pintura. Louise encontrou nessa arte o meio de exorcizar a carga dramática e nunca superada de sua infância.
Seus conflitos familiares em torno da figura do pai - que trouxe a amante para viver com a família a pretexto de oferecer às crianças aulas de inglês - seus impulsos agressivos e destrutivos, seu medo e ressentimento e sua análise racional do ambiente e dos fatos estão presentes em quase todas as obras, muitas vezes explicitamente sexuais e fetichistas, embora a autora negue essa intenção.
Destruição do pai/Reconstrução do pai é uma compilação de escritos e entrevistas realizados entre 1923 e 1997 - alías, meticulosamente arquivados pela autora. Seu discurso revela uma mulher irreverente, direta e transparente em seus conflitos, e está muitas vezes impregnado da angústia da incomunicabilidade com o Outro.
Louise se envolveu em diversos tipos de arte. Recentemente a performer Denise Stoklos apresentou uma montagem baseada no livro e em entrevistas com a autora, que inclusive gravou um vídeo e compôs um rap para a trilha do espetáculo.
Há uma obra de Louise no MAM de São Paulo. Clique aqui para ver.
Áreas de interesse: arte, mulheres, mulheres na arte, psicanálise e arte, biografias
Preço do livro na Rato: R$59,00
por Ju Almeida
04 maio 2006
03 maio 2006

Pessoal, antes do sarau do Rato, que tal dar um pulinho lá no Satyros e participar deste inteligente e inventivo evento literário?! Vale a pena.
No dia 06 de maio, às 9 da manhã, já dá pra fazer a inscrição para assistir às mesas de debate.
Vejam a programação abaixo: SÁBADO – dia 6 de maio
10h
Abertura
Mesa: Del Candeias, Poeta
- José Luiz Fiorin, Prof. Dr. da Lingüística (USP)
- Xico Sá, Jornalista e Prosador
- Heitor Ferraz, Poeta
12h: 1ª sessão
Literaturas Africanas de Língua Portuguesa
Mesa: Israel Azevedo
- Tania Macedo, Profa. Dr. Literaturas Comparadas (USP)
- Vima Lia Martins, Prof. Dra. Literaturas Comparadas (USP)
- Cláudio Daniel, Poeta
14:30h: 2ª sessão
Catalão, Basco e Espanhol – Literatura Espanhola?
Mesa: Bruno Zeni, Prosador e Crítico Literário
- Fábio Aristimunho Vargas, Poeta e Tradutor
- Vanderley Mendoça, Editor e Tradutor de Joan Brossa
- Isabel Martínez Lópes, Prof. Centro de Cultura Catalã de São Paulo (Catalania)
- Douglas Diegues, Poeta
Logo após:
Lançamento: Sumário – Sumari Astral – Sumario
Poemas de Joan Brossa
Tradução: Ronald Polito
Amauta Editorial
DOMINGO – dia 7 de maio
10h: 4ª sessão
Do Cordel de Asfalto à Poesia Maloquerista – Comportamento e Estética literária
Mesa: Pedro Tostes, Poeta
- Marcelino Freire, Escritor
- Glauco Mattoso, Escritor
- Berimba, Poeta integrante do Movimento Maloquerista
12h: 5ª sessão
O Inglês às Margens do Império
Mesa: Eduardo Lacerda, Poeta
- Marcos Soares, Prof. Dr. de Literatura
Norte-Americana (USP)
- Virna Teixeira, Poeta e Tradutora
- Ana Rüsche, Escritora
14:30h: 6ª sessão
Zines, Blogs, Literatura e outras Fronteiras
Mesa: Ivan Antunes, Poeta
- Clarah Averbuck, Escritora (a confirmar)
- Reynaldo Damazio, Poeta (a confirmar)
- Andrea Del Fuego, Escritora
- Ademir Assunção, Poeta (a confirmar)
16h
Encerramento
Antonio Vicente Pietroforte, Prof. Dr. da Lingüística (USP)
01 maio 2006
Sarau de aniversário da Rato
Para reunir todos liteRatos que nos acompanham desde o começo
e os que estão chegando agora
Escritores convidados
João Carrascoza, Ivana Arruda Leite, Nelson de Oliveira,
Fred Barbosa, Moacyr G. Moreira, Laura Bacellar, Mariana Ianelli,
Marcelino Freire, Ana Rusche, Tiago Novaes, Beatriz Amaral e muitos outros
Domingo
7 de maio
a partir das 17 horas
participação musical
Zé Modesto, Danile, Bicho Falante
leitura dramática
Paula Chagas da Cia dos Dramaturgos
exposição fotográfica
Olhar São Paulo
por Tyto Neves
Entrada franca
Rato de Livraria
Rua do Paraíso, 790
3266-4476
22 abril 2006
Resenha de A Sangue Frio
A Sangue Frio
Milton Ayres – redator publicitário e artista plástico
Quando li pela primeira vez “A Sangue Frio”, de Truman Capote, uns 25 anos atrás, não sabia muito bem do que se tratava. Era adolescente e gostava de ler livros policiais. Mesmo assim, lembro-me que fiquei bastante chocado ao saber que o crime descrito por Capote tinha realmente acontecido nos Estados Unidos duas décadas antes. Só isso.
Hoje, depois de assistir ao filme “Capote”, que retrata muito bem a personalidade e o estilo jornalístico-literário do escritor, e de reler sua obra-prima, consigo enxergar o livro de outra maneira. Confesso que no começo da leitura achei-o muito prolixo. Suas descrições beiravam o exagero. Mas todas as características da personalidade de Capote juntas (vaidade, inteligência, egocentrismo) fizeram com que seu livro pretensamente inaugurasse uma nova categoria literária, o romance jornalístico, e se tornasse um best-seller nos EUA.
Não podemos negar seu virtuosismo literário nem a maneira como ele descreve cada situação, cada personagem e cada cenário. O autor passa mais da metade do livro descrevendo os assassinos, as vítimas, as pessoas mais próximas a eles e as situações presentes e passadas relacionadas ao caso, antes de finalmente revelar como foi a tal execução a sangue frio. E após descrever o crime brutal, ele ainda passa mais um quarto do livro falando sobre a prisão e o processo criminal até finalmente chegar ao cumprimento da pena capital.
Há também um quê de análise psicológica e sociológica na obra. A descrição da personalidade dos criminosos, a análise do ambiente social em que foram criados e a influência negativa que receberam na prisão em contraponto com a vida pacata, regrada e honesta das vítimas cria a tensão psicológica necessária e a disputa entre o bem e o mal, imprescindíveis a um bom romance. Por fim, não menos importante que a documentação da história, é a questão da pena de morte, que, em função do tal relato detalhado, nos parece ser a única pena cabível.
Pesquisando posteriormente a vida do escritor, descobri nela similaridades com a vida do criminoso Perry Smith – família ausente, alcoolismo etc. Soube também do envolvimento que tiveram. Isso me fez tirar outras conclusões. É como se Truman Capote se identificasse com o bandido e tentasse expurgar todo seu lado ruim (o homossexualismo não aceito, a vaidade excessiva e o egocentrismo) através da danação do personagem criminoso. É como se ele próprio trilhasse os mesmos passos de Perry até o cadafalso para obter a redenção de seus pecados. Dizem que ele estava presente nas execuções e que chorou. E sabe-se também que depois deste livro ele não produziu mais nada de valor, entregou-se ao álcool e morreu. O que me leva a crer que, depois de vivenciar tudo isso tão intensamente, talvez tenha lhe faltado sangue frio suficiente para continuar vivendo.
A Sangue Frio
Capote, Truman
Ed. Cia das Letras
432 páginas
R$ 47,00

