19 junho 2006

Oficina de Introdução à Dramaturgia por Paula Chagas



O curso tem como objetivo principal a aproximação do aluno
com o texto dramatúrgico

Método
O trabalho será realizado com textos dramatúrgicos em paralelo com textos jornalísticos, poemas e crônicas, com os quais os alunos estão mais familiarizados. A partir da investigação dessas linguagens é que se aproximarão, também gradativamente, do texto dramatúrgico.

Módulos
O curso divide-se em quatro módulos, desenvolvidos ao longo de quatro aulas.
Na primeira, será abordada a aproximação e a diferenciação de textos dramáticos e jornalísticos.
Na segunda, serão investigadas as aproximações e diferenciações da poesia e da dramaturgia.
Na terceira semana é a vez da prosa e, na quarta, os alunos chegarão finalmente ao estudo específico da dramaturgia.

Para o aluno entender melhor esse universo, será feita a leitura de uma peça por semana e também haverá o acompanhamento de textos teóricos.

As aulas, no entanto, são independentes. O curso pode ser realizado por inteiro ou parcialmente.

Ao final, com a realização de cenas curtas pelos alunos, poderá ocorrer uma apresentação nas dependências da Rato de Livraria, com atores convidados.

CRONOGRAMA:

Duração: Quatro aulas, com duração de três horas.
Início: 01 de julho - sábado.
Horário: Das 10:00 às 13:00.

Investimento: R$ 15,00 a aula

A cada 10 aulas realizadas na Rato, ganhe um vale-livro de R$ 10,00.

Informações e Inscrições:
Rato de Livraria
3266-4476

Marçal Aquino - escritor convidado do Território Nacional




“É assim que você ganha a vida, Brito? Matando gente?”
Marçal Aquino


Neste sábado, 24 de Junho, 5 da tarde, na Rato

A literatura tem um encontro marcado com você: o escritor Marçal Aquino vem à Rato para falar sobre seu processo de criação, seus personagens, suas obras, num bate-papo informal com o público e com o escritor Moacyr Godoy Moreira. Haverá também leitura de trechos das obras do autor e sessão de autógrafos.

Este evento marca a estréia de Território Nacional, uma série de encontros com escritores da literatura brasileira contemporânea.

Pocket show musical

Entrada franca
Neste sábado, 24 de Junho, às 5 da tarde.

Rato de Livraria
r. do Paraíso, 790
3266-4476

15 junho 2006

Pai Goriot


Honoré de Balzac nasceu em 1799, filho de um funcionário público. Entre 1820 e 1824 escreveu algumas novelas sob vários pseudônimos, depois das quais tentou, sem sucesso, ser editor, impressor e tipógrafo. Aos 30 anos, endividado, retornou à literatura com fúria dedicada, e nos vinte anos seguintes escreveu cerca de noventa novelas e contos, aos quais deu o título abrangente de A Comédia Humana, tida como a maior obra épica de sua era. Morreu em 1850, aos 51 anos, poucos meses antes de casar-se com Evelina Hanska, condessa polonesa com quem manteve relações amorosas por dezoito anos.

Pai Goriot é considerada novela-chave na obra de Balzac, mas para compreendê-la não é necessário ter lido qualquer outro volume da Comédia.

Imensa fertilidade mental do autor, a amplitude da sua compreensão e a extensão e multiplicidade de seus interesses refletem todos os aspectos e esferas da atividade humana – homens e mulheres que sobreviveram às guerrilhas civis da Revolução Francesa e ao império de Napoleão, numa época de mudanças importantes nas condições sociais e nos valores de todos os tipos.

Balzac queria expor as forças motivadoras que dirigem homens e mulheres ao longo de suas vidas e mostrar como a estrutura social constrange tais forças enquanto é, ela própria, afetada.

Balzac era um gênio, e estava interessado em registrar o entorno das pessoas – a arquitetura de suas casas, móveis, pinturas, a comida e as roupas – não só a fim de determinar seu tempo e espaço, mas porque o entorno seria uma extensão da personalidade e uma força moldadora.

Trata-se de um romance de formação com lances de tragicomédia. A novela se passa na pensão de Madame Vauquer, em Paris, no ano de 1819. Vemos a cidade pelos olhos do ingênuo e ambicioso estudante Eugéne de Rastignac, hóspede da pensão.


Goriot, também hóspede, é um velho aposentado, outrora próspero, mas que, em virtude do excessivo amor paterno vive em privação, pois todos os recursos são usados na sustentação dos altos caprichos de suas filhas, damas da sociedade parisiense.

Os outros hóspedes são tipos humanos descritos como desprezíveis, com exceção do vilão Vautrin, personagem brilhante e a própria encarnação da força do mal, que tenta o jovem Eugéne com suas teorias rousseaunianas. Não consegue fazer de Eugéne seu discípulo, porém o influencia fortemente.

Acompanhamos o desdobramento gradual da personalidade de Eugéne em seu primeiro ano em Paris, e somos levados a cenários tão díspares quanto quartos e becos miseráveis, mansões e bailes de gala.

Pai Goriot é típica em sua maravilhosa vitalidade e perspicácia, e seu profundo tratamento de duas obsessões tão humanas e ardentes: dinheiro e amor.

por Ju Almeida

Você encontra esse livro na Rato de Livraria por R$34,60

06 junho 2006

Copa do Mundo na Rato

Os melhores livros sobre futebol, com 20% de desconto!

22 contistas em campo
Ediouro
De R$ 29,90 por R$ 23,92
172 págs.
Antologia de contos organizada por Flavio Moreira da Costa. Entre os escritores, João Ubaldo Ribeiro, Rachel de Queiroz, Hilda Hilst, Rubem Fonseca e Moacyr Scliar.

Charles Miller - o pai do futebol brasileiro
Ed. Nova Alexandria
De R$ 37,90 por R$ 30,32
236 págs.
Por meio de um relato apaixonado, John Mills traça a biografia deste ícone da história do futebol no país, com fotos antigas e texto desenvolvido a partir de material colhido desde os primórdios da carreira de Charles Miller.

Ronaldo - Glória e drama no futebol globalizado
Ed. 34
De 36,00 por R$ 28,80
318 págs.
Um livro que conta a história do jogador "Fenômeno", ilustrado com fotografias. O destaque fica por conta do tom sociológico dado pelo autor, Jorge Caldeira, a respeito da globalização do futebol e dos aspectos da cultura futebolística de times e dirigentes no Brasil.

11 histórias de futebol
Ed. Nova Alexandria
De 29,00 por R$ 23,20
140 págs.
Contos de João Antonio, Daniel Piza, Domingos Pellegrini e José Roberto Torero, dentre outros nomes ilustres da literatura brasileira.

Goleiros
Alameda Casa Editorial
De R$ 48 por R$ 38,40
281 págs.
Ilustrações de Baptistão
O autor, Paulo Guilherme, jornalista esportivo, faz uma inteligente narrativa sobre os fatos que contaram a história da posição de goleiro, inclusive com fatos curiosos: por exemplo, o goleiro foi o último personagem introduzido no futebol, até a figura do juiz já havia sido criada antes. Além de fotos pxb e coloridas, o livro também traz estatísticas sobre todos os goleiros.

Melhor time do mundo
CosacNaify
De R$ 37 por R$ 29,60
141 págs.
Livro infanto-juvenil
Autor: Jorge Viveiros de Castro
Livro de contos para jovens torcedores, com ilustrações modernas de Daniel Bueno, ganhador do Prêmio HQ Mix de revelação do ano. O título inclui curiosidades sobre copas do mundo e coisas surpreendentes sobre outras culturas e países distantes.

Anjos Brancos - bastidores do Real Madrid
Relume Dumará
De R$ 44,90 por R$ 35,92
324 págs.
John Carlin, jornalista do El Pais, conta a história do Real Madrid, time que colocou na prática a ideologia do novo futebol.

Ofertas válidas até 17 de junho.
Não vale para pontos no Clube do Rato.
Entrega gratuita não é válida para estes livros.
Confira nossa taxa de entrega ou venha buscar seu exemplar pessoalmente

História da Arte

Aulas avulsas. Não tem uma sequência obrigatória.

Tema da aula deste sábado: Escola de Paris
Arte no período entre-guerras na capital francesa
sábado, dia 10 de Junho, às 15:00 horas.


Investimento: R$ 10,00
Duração: 2 horas
por Dani Nastari, experiente arte-educadora
graduada pela FAAP


Participe das oficinas da Rato:
a cada dez participações ganhe um vale-livro de R$ 10,00.

Inscrições
Rato de Livrariar.
R. do Paraíso, 790
Perto do Metrô Paraíso
3266-4476

05 junho 2006

Deleite

Nunca vou me esquecer da primeira vez que Ana Leite veio à livraria. Ela saiu cantando bem baixinho, junto com o Zé Modesto ao violão, lá do fundo da casa, e, quando chegou em meio ao público do sarau, fêz-se silêncio imediatamente. O ambiente impregnou-se de uma melodia de seda, de sonho acariciado, mãe acalentando o filho.
Naquele momento, agradeci a Deus pelo presente. Após dias e noites terríveis, coisas de um passado ainda doído e irrefletido, a voz de Ana Leite sobrevinha feito brisa, doce em tarde chuvosa, num misto de paz e prazer. Deleite.
E, hoje, após um show muito brasileiro em renomada casa de espetáculos, ainda sou capaz de ouvir sua voz como da primeira vez - aconchego -, cuidando para manter viva, prendendo entre minhas mãos, essa sensação que vulgarmente costumamos chamar...Felicidade.

Parabéns mais uma vez, Ana Leite.

Paula Fábrio
Rato de Livraria.

31 maio 2006

Carta ao Público

A Rato vem a público para agradecer, compartilhar algumas coisas e também para pedir desculpas a cada um dos seus clientes e amigos pelas atrações anunciadas que faltaram ao nosso sarau de domingo passado.
Anunciamos os escritores: Fabiano Calixto, Micheliny Verunschk, Fred Barbosa, Marcius Cortez, Maria Alice Amorim, Pedro Américo de Farias, que muito nos prestigiaram com sua presença.
Também anunciamos o talentoso Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, que chegou quando muita gente já havia ido embora, por volta das 9 da noite, e nos agraciou com textos de muita inteligência, lírica e encantamento.
Mas pedimos desculpas pela ausência do escritor Xico Sá, que havia confirmado presença, mas que, por motivos alheios ao nosso conhecimento, não veio à livraria para a leitura do livro Catecismo.
Pedimos desculpas também pela falta de Clayton Barros, do Cordel do Fogo Encantado, que juntamente com Lirinha teria feito uma apresentação pra lá de especial. O músico veio de um show no interior paulista e estava muito exausto para se apresentar na Rato.
E, por fim, pedimos desculpas pelo pessoal do Bicho Falante que não compareceu ao Sarau.
Por isso ficamos sem música, a não ser pelas “cantatas” do Pedro Américo, que foram sem adjetivos!
Gostaríamos de prometer que isso nunca mais acontecerá, mas não podemos, está fora do nosso controle. Infelizmente, coisas como o “furo” de um escritor acontecem nas melhores livrarias.
Mas não estamos aqui apenas para nos desculpar, mas também para agradecer e compartilhar os resultados do nosso primeiro ano e do nome sólido que estamos construindo no mercado.
Quanto aos agradecimentos. Agradecer pelo carinho neste primeiro ano de vida, agradecer pela marca alcançada nesta semana, quando cadastramos nosso cliente número 1001.
Agradecer pela presença das 160 pessoas que prestigiaram nosso sarau de aniversário. Aliás, tivemos 3 saraus num único mês, Maio, o de aniversário, o da Virada Cultural, e o pernambucano, organizado pelo amigo querido, escritor, revisor, cordelista, multiculturalista e excelente companheiro de trabalho, Pedro Américo de Farias. Todas as noites tivemos casa cheia e sucesso absoluto.
Queremos também agradecer a presença de todos os escritores que já estiveram na Rato e que já se tornaram amigos: Marcelino Freire, um cara humano, grande, humilde, inteligente e dono de uma das maiores vozes literárias do Brasil. Mariana Ianelli, poetisa que para nós da Rato foi a grande revelação do ano, que escreve com amor pela arte, dona de um dom que só os grandes gênios possuem. Nelson de Oliveira, que logo de estréia na Rato nos presenteou com um post em seu blog, no qual teceu os melhores comentários sobre nossa livraria. Obrigada, Nelson. João Carrascoza, contista excelente, literato de mão cheia, figura simpática e adorável. Moacyr Godoy Moreira, parceiro 100% e um dos principais responsáveis por reunir tantos talentos em nosso espaço. Laura Bacellar, que nos prestigiou desde o começo com suas oficinas, seu público, pela iniciativa de utilizar a Rato como espaço de locação para uma entrevista na GNT. Ao escritor Fabrício Carpinejar, pela sua presença e leitura em dia pós-Bienal. Pedro Américo de Farias, por tudo o que já dissemos. Fred Barbosa, pela força que nos dá na Casa das Rosas, pela confiança em nos passar o importante trabalho de restauro do acervo do Haroldo de Campos, sem dúvida um ícone da intelectualidade brasileira.
Queremos agradecer à nossa equipe de trabalho, especialmente à Ju Almeida, pela simpatia com que sempre recebe nossos clientes. À Zuzima, pela dedicação e amor à livraria.
Agradecimentos especiais também aos músicos Zé Modesto, Ana Leite, Mauricio Baraças e Danile, que levaram música de excelente qualidade para a Rato.
Obrigada Débora Tavares pelo haicai. Dani Nastari, pelos conhecimentos bárbaros de História da Arte.
Nosso maior agradecimento ao público leitor, pessoas comuns do cotidiano, a dona de casa, o vizinho da livraria, o médico, o psicólogo, o professor, gente que escreve nas horas vagas, que sequer tem livro publicado, mas que na maioria das vezes têm “horinhas de descuido” e produz a melhor literatura do País. Pessoas assim, comuns, são sempre convidadas a ler seus textos na Rato, misturando-se a escritores publicados, e dão um colorido todo especial aos nossos saraus, diferenciando nossos eventos, fazendo da Rato um lugar autêntico, e não uma livraria de plástico.
Por isso pedimos para que escritores e editores prestem atenção na Rato, que façam seus lançamentos com a gente, pois aqui a literatura encontra-se diariamente com o leitor de verdade, aquele que aprecia uma boa história, aquele que compra livros. A Rato não é um local onde, como costuma acontecer em outros estabelecimentos de São Paulo, um grupo de escritores se reúne para ouvir outros escritores ou pretendentes a, e o texto não sai daquele circuito.
Outro dia ouvimos um elogio que foi definitivo, pois veio mostrar que estamos atingindo nossas metas e reafirmando nossa missão.
O editor Jiro Takahashi disse que na Rato “só tem livro bom”.
Sim, é isso que a Rato quer: ter somente livros de extrema qualidade em suas prateleiras.
E aí fica o recado: leitores, temos 6 mil títulos nas prateleiras, e são a “nata” literária.

Como balanço deste primeiro ano, temos um saldo bastante positivo e algumas idéias que continuarão norteando nosso caminho: a Rato veio para ficar. Veio para fazer o que é difícil. Veio não apenas para vender livros (o que já é complicadíssimo), mas para vender os MELHORES LIVROS. E veio par chamar todos seus clientes pelo nome, com atendimento feito pelas proprietárias, Paula Fábrio e Viviane Magnon, na indicação de todos os títulos. Não tem outra livraria igual. Uma marca que está sendo construída com muita batalha, amor e personalidade. E que venha o segundo ano da Rato.
Boas leituras e boas compras.

16 maio 2006

Sarau da Virada Cultural 2006
O sarau da virada na Rato de Livraria é uma iniciativa dos poetas César Silveira e Alessandro de Paula. É um sarau músico-literário com a temática livre. Além dos convidados, outros poetas e o público presente estão convidados a recitar poemas.

Dia: 20/05 - sábado das 18 às 22 horas.
Entrada franca

- Convidados com presença confirmada! -
Claudio Daniel - poeta, tradutor e jornalista.
Virna Teixeira - poeta e tradutora.
Andréa Del Fuego - escritora e cineasta.
Greco Cruz - cantor, compositor, instrumentista e produtor musical.
André Domingues - jornalista, escritor e crítico musical.

09 maio 2006

Exposição fotográfica por Tyto Neves


Olhar São Paulo é o título da exposição fotográfica do artista Tyto Neves, que ficará na Rato de Livraria até 30 de junho. A mostra reúne 24 fotografias feitas pelo autor que revelam o olhar poético de Tyto sobre a capital. Duas panorâmicas abrem a exposição e recortes de grafites dão um colorido todo especial à obra.


Fotos à venda na própria Rato, que todos já sabem: fica na r. do Paraíso, 790.

08 maio 2006

Agradecemos a presença no Sarau

A Rato de Livraria agradece muitíssimo a presença dos amigos, clientes, poetas, artistas e músicos que vieram prestigiar nosso sarau de aniversário de 1 ano! E os nossos agradecimentos especiais aos escritores Moacyr G. Moreira, Nelson de Oliveira, Joao Carrascoza, Tiago Novaes, Mariana Ianelli, Marcelino Freire, Beatriz Amaral. Nosso forte abraço aos músicos Zé Modesto, Ana Leite, Danile, e ao pessoal muito carismático do Bicho Falante. Obrigado Pedro Américo por tudo! Obrigado equipe da Rato! Obrigado Ana Rusche pela presença, pela leitura, pelos amigos do Projeto Identidade que embarcaram conosco nesta deliciosa aventura literária. Obrigado ao pessoal da Cia dos Dramaturgos, especialmente à Paula Chagas. Grande beijo ao fotógrafo Tyto Neves, que nos abençoou com a lindíssima exposição Olhar São Paulo e, diga-se de passagem, ficará na Rato até o começo de junho. Nosso obrigado carinhoso à presença sempre encantadora de Laura Bacellar, e sua dedicação à escrita e à escrita GLS. E que venham muitos saraus! E muitos anos de vida! Vejam as fotos no álbum da Rato que está com link na coluna ao lado.

por Rato de Livraria

07 maio 2006



Louise com sua obra Fillette, fotografada por Robert Mapplethorpe em 1968


Louise Bourgeois, artista plástica francesa, freqüentou o ateliê de Fernand Léger em Paris ao final dos anos 30. Foi Léger quem revelou a escultora latente na tímida estudante de pintura. Louise encontrou nessa arte o meio de exorcizar a carga dramática e nunca superada de sua infância.

Seus conflitos familiares em torno da figura do pai - que trouxe a amante para viver com a família a pretexto de oferecer às crianças aulas de inglês - seus impulsos agressivos e destrutivos, seu medo e ressentimento e sua análise racional do ambiente e dos fatos estão presentes em quase todas as obras, muitas vezes explicitamente sexuais e fetichistas, embora a autora negue essa intenção.


Destruição do pai/Reconstrução do pai é uma compilação de escritos e entrevistas realizados entre 1923 e 1997 - alías, meticulosamente arquivados pela autora. Seu discurso revela uma mulher irreverente, direta e transparente em seus conflitos, e está muitas vezes impregnado da angústia da incomunicabilidade com o Outro.

Louise se envolveu em diversos tipos de arte. Recentemente a performer Denise Stoklos apresentou uma montagem baseada no livro e em entrevistas com a autora, que inclusive gravou um vídeo e compôs um rap para a trilha do espetáculo.

Há uma obra de Louise no MAM de São Paulo. Clique aqui para ver.

Áreas de interesse: arte, mulheres, mulheres na arte, psicanálise e arte, biografias

Preço do livro na Rato: R$59,00

por Ju Almeida

03 maio 2006


Pessoal, antes do sarau do Rato, que tal dar um pulinho lá no Satyros e participar deste inteligente e inventivo evento literário?! Vale a pena.
No dia 06 de maio, às 9 da manhã, já dá pra fazer a inscrição para assistir às mesas de debate.

Vejam a programação abaixo: SÁBADO – dia 6 de maio

10h

Abertura

Mesa: Del Candeias, Poeta
- José Luiz Fiorin, Prof. Dr. da Lingüística (USP)
- Xico Sá, Jornalista e Prosador
- Heitor Ferraz, Poeta

12h: 1ª sessão

Literaturas Africanas de Língua Portuguesa

Mesa: Israel Azevedo

- Tania Macedo, Profa. Dr. Literaturas Comparadas (USP)
- Vima Lia Martins, Prof. Dra. Literaturas Comparadas (USP)
- Cláudio Daniel, Poeta

14:30h: 2ª sessão

Catalão, Basco e Espanhol – Literatura Espanhola?

Mesa: Bruno Zeni, Prosador e Crítico Literário

- Fábio Aristimunho Vargas, Poeta e Tradutor

- Vanderley Mendoça, Editor e Tradutor de Joan Brossa

- Isabel Martínez Lópes, Prof. Centro de Cultura Catalã de São Paulo (Catalania)

- Douglas Diegues, Poeta

Logo após:

Lançamento: Sumário – Sumari Astral – Sumario

Poemas de Joan Brossa

Tradução: Ronald Polito

Amauta Editorial

DOMINGO – dia 7 de maio

10h: 4ª sessão

Do Cordel de Asfalto à Poesia Maloquerista – Comportamento e Estética literária

Mesa: Pedro Tostes, Poeta
- Marcelino Freire, Escritor

- Glauco Mattoso, Escritor

- Berimba, Poeta integrante do Movimento Maloquerista

12h: 5ª sessão

O Inglês às Margens do Império

Mesa: Eduardo Lacerda, Poeta

- Marcos Soares, Prof. Dr. de Literatura

Norte-Americana (USP)

- Virna Teixeira, Poeta e Tradutora

- Ana Rüsche, Escritora

14:30h: 6ª sessão

Zines, Blogs, Literatura e outras Fronteiras

Mesa: Ivan Antunes, Poeta

- Clarah Averbuck, Escritora (a confirmar)
- Reynaldo Damazio, Poeta (a confirmar)

- Andrea Del Fuego, Escritora

- Ademir Assunção, Poeta (a confirmar)

16h

Encerramento
Antonio Vicente Pietroforte, Prof. Dr. da Lingüística (USP)

01 maio 2006

Sarau de aniversário da Rato


Para reunir todos liteRatos que nos acompanham desde o começo

e os que estão chegando agora

Escritores convidados

João Carrascoza, Ivana Arruda Leite, Nelson de Oliveira,

Fred Barbosa, Moacyr G. Moreira, Laura Bacellar, Mariana Ianelli,

Marcelino Freire, Ana Rusche, Tiago Novaes, Beatriz Amaral e muitos outros

Domingo

7 de maio

a partir das 17 horas

participação musical

Zé Modesto, Danile, Bicho Falante

leitura dramática

Paula Chagas da Cia dos Dramaturgos

exposição fotográfica

Olhar São Paulo

por Tyto Neves

Entrada franca

Rato de Livraria

Rua do Paraíso, 790

3266-4476

22 abril 2006

Resenha de A Sangue Frio



A Sangue Frio

Milton Ayres – redator publicitário e artista plástico

Quando li pela primeira vez “A Sangue Frio”, de Truman Capote, uns 25 anos atrás, não sabia muito bem do que se tratava. Era adolescente e gostava de ler livros policiais. Mesmo assim, lembro-me que fiquei bastante chocado ao saber que o crime descrito por Capote tinha realmente acontecido nos Estados Unidos duas décadas antes. Só isso.

Hoje, depois de assistir ao filme “Capote”, que retrata muito bem a personalidade e o estilo jornalístico-literário do escritor, e de reler sua obra-prima, consigo enxergar o livro de outra maneira. Confesso que no começo da leitura achei-o muito prolixo. Suas descrições beiravam o exagero. Mas todas as características da personalidade de Capote juntas (vaidade, inteligência, egocentrismo) fizeram com que seu livro pretensamente inaugurasse uma nova categoria literária, o romance jornalístico, e se tornasse um best-seller nos EUA.

Não podemos negar seu virtuosismo literário nem a maneira como ele descreve cada situação, cada personagem e cada cenário. O autor passa mais da metade do livro descrevendo os assassinos, as vítimas, as pessoas mais próximas a eles e as situações presentes e passadas relacionadas ao caso, antes de finalmente revelar como foi a tal execução a sangue frio. E após descrever o crime brutal, ele ainda passa mais um quarto do livro falando sobre a prisão e o processo criminal até finalmente chegar ao cumprimento da pena capital.

Há também um quê de análise psicológica e sociológica na obra. A descrição da personalidade dos criminosos, a análise do ambiente social em que foram criados e a influência negativa que receberam na prisão em contraponto com a vida pacata, regrada e honesta das vítimas cria a tensão psicológica necessária e a disputa entre o bem e o mal, imprescindíveis a um bom romance. Por fim, não menos importante que a documentação da história, é a questão da pena de morte, que, em função do tal relato detalhado, nos parece ser a única pena cabível.

Pesquisando posteriormente a vida do escritor, descobri nela similaridades com a vida do criminoso Perry Smith – família ausente, alcoolismo etc. Soube também do envolvimento que tiveram. Isso me fez tirar outras conclusões. É como se Truman Capote se identificasse com o bandido e tentasse expurgar todo seu lado ruim (o homossexualismo não aceito, a vaidade excessiva e o egocentrismo) através da danação do personagem criminoso. É como se ele próprio trilhasse os mesmos passos de Perry até o cadafalso para obter a redenção de seus pecados. Dizem que ele estava presente nas execuções e que chorou. E sabe-se também que depois deste livro ele não produziu mais nada de valor, entregou-se ao álcool e morreu. O que me leva a crer que, depois de vivenciar tudo isso tão intensamente, talvez tenha lhe faltado sangue frio suficiente para continuar vivendo.

A Sangue Frio

Capote, Truman

Ed. Cia das Letras

432 páginas

R$ 47,00

20 abril 2006

Cine Rato

O evento mais desencanado do Rato.


Neste sábado, às 17 horas, exibição do filme As Horas.

Traga sua almofada e sinta-se em casa.

Entrada franca

Neste sábado, 17 horas

Apenas para maiores de 18 anos

Rato de Livraria

Rua do Paraíso, 790

3266-4476

19 abril 2006

Resenha do livro Mindscapes





Ecce Homo, parece dizer cada poema”, foram, certa vez, as palavras de Eugênio de Andrade. Esta ambição da experiência poética por um sentido humano é o que diz, na duração do pensamento, cada poema de Laura Riding. Há mais de uma década de sua morte, Riding ressurge, em sua primeira edição brasileira, convocando o ser para a linguagem. Mindscapes (Iluminuras, 2004), paragens da mente, do infinito durante: o espaço luminoso onde a consciência lingüística se converte em um projeto de existência.

No ponto em que se tocam criação e crítica, a poesia de Riding tem como origem e destino o próprio homem, este mesmo que, em sua possibilidade de ser, tornou-se alvo da linguagem para Heidegger. “O que é ser?” – pergunta a poeta. “É ter um nome”, e carregá-lo em si, inteiramente, até que se faça silêncio. Onde a verdade fala, a palavra consente. Por um momento, Riding e o mundo se cruzam – e este momento, de hesitação e equilíbrio, de amor e contenda, é o poema. Exatamente aí dobra “a sineta do pensamento”.

A poeta ronda a “fala absoluta”, “o verso simples e impronunciável”, o milagre que está dito em sua presença muda. Lê-se, para além da palavra, a eternidade. Para além do tempo, da beleza e do amor, o homem em sua justa dimensão. Não são poemas que se abrem ao primeiro apelo da leitura, antes são muros que procuram os olhos da mente, despertos para a interminável aventura da autognose. Poemas para se olhar por dentro e através de si, no que lhes é sem limite e sem vaidade: este caminho de aprendizagem no abismo, “um continente imaginário”, mindscapes.

Companheira de Robert Graves por mais de seis anos, admirada por Yeats e Auden, Riding foi uma daquelas mentes poéticas que, diante do questionamento dos valores humanos na travessia do século 20, não se furtou a enfrentar o risco de limites extremos no estudo e na criação da obra literária, chegando a abandonar a poesia por esta mesma fidelidade de consciência que calou a vida de Paul Celan.

“Não somos o vento”, segreda a poeta. Não somos isto que é pleno em si mesmo sem ao menos saber seu nome. A morada da natureza humana está em outra parte: na imanência de um porquê. “Devemos distinguir melhor entre nós mesmos e estranhos”, separar pela diferença e conciliar pela identidade. É assim que, na poesia de Laura Riding, o tempo musical da mente abole o tempo transitivo dos relógios e, o pensamento, tal como o compreendia Ralph Waldo Emerson, desdobra sua existência “mutuamente contraditória e exclusiva”.

Numa época em que urge a tarefa de pensar, os poemas de Mindscapes vêm atar o elo entre o homem e o mundo por essa íntima relação entre experiência e iniciação, a partir da qual poesia e filosofia se conversam de um modo fecundo, infinito e revolucionário.

MARIANA IANELLI

Mindscapes
Riding, Laura
Ed. Iluminuras
R$ 44,00
20% desconto para membros do Clube do Rato

17 abril 2006

OFICINA DE FOTOGRAFIA DA RATO


Por Viviane Magnon

Neste sábado, às 10h30

Módulo introdutório:

Breve história da fotografia

Principais diferenças entre máquinas reflex (manual) e automáticas

Diferenças entre os modelos de câmeras

Análise de fotos produzidas por máquinas reflex – observação dos efeitos possíveis

Duração: 2 horas

Investimento: R$ 20,00

Não é necessário possuir equipamento

Data: neste sábado, dia 22 de abril, às 10h30

Módulo 2:

O aluno vai aprender a usar máquinas reflex 35 mm, incluindo obturador, diafragma, foco, fotometria.

Diferenças entre objetivas (lentes)

Diferenças entre os filmes

Duração: 4 horas

Investimento: R$ 50,00

Data: a definir

Módulo 3:

Saída fotográfica – para solução de dúvidas práticas

Duração: 3 horas

Investimento: R$ 30,00

Data: a definir

Módulo 4:

Análise das fotos tiradas na saída fotográfica e plantão de dúvidas

Duração: 2 horas

Investimento: R$ 20,00

Data: a definir

Atenção: todos os módulos são independentes

Para o aluno que desejar se inscrever para os 4 módulos, parcelamos o valor total em 2 vezes + vale-livro de R$ 20,00!

Inscrições via email ou por telefone

Rato de Livraria

Rua do Paraíso, 790

3266-4476

08 abril 2006

20% de desconto em literatura de alta qualidade

Cinco ofertas com 20% de desconto somente para o Clube do Rato
Se você ainda não se filiou, inscreva-se por e-mail, é gratuito!

Ofertas válidas até 13 de abril ou enquanto durar nosso estoque.
Os pontos não são válidos para o Clube do Rato.

Marca D’água

Brodsky, Joseph

Cosac Naify, 92 pgs

A Rato, apropriando-se do escrito de Mario Sergio Conti sobre o livro, “Brodsky fazia o que fazem os poetas: passeava ao léu pelas ruelas esguias como enguias, lia, escrevia, comia, bebia, ouvia música nas igrejas, tentava seduzir as moças...”, indica Marca D’Água como uma das melhores obras sobre viagens e Veneza produzida com a sensibilidade de um escritor que traz desde passeiozinhos ensaísticos até humor, leveza, e beleza para seus leitores.

De: R$ 39,00 por R$ 31,20

Baú de ossos, Balão cativo, Chão de ferro, Beira-mar, Círio perfeito

Qualquer obra de memórias de Pedro Nava (exceto Galo das trevas)

Nava, Pedro

Ateliê Editorial

Com 20% de desconto

Willys de Castro

Conduru, Roberto

Cosac Naify, 240 pgs

Artes-pintura

Capa dura

Acompanha cd áudio

Monografia que revela a obra neoconcreta do poeta, designer, ensaísta e artista Willys de Castro.

De R$ 75,00 por R$ 60,00

Impressionismo

Schapiro, Meyer

Cosac Naify, 360 pgs

Edição encadernada

O autor analisa através de uma ótica subvertida as obras de Monet, Degas, Renoir, Manet, dentre outros impressionistas.

De R$ 155,00 por R$ 124,00

Música do parnaso

Oliveira, Manuel Botelho de

Ateliê Editorial, 423 pgs

Edição fac-similar, com encadernação de luxo, precedida e apresentada por ensaio de Ivan Teixeira. A obra original data de 1705 e se apropria de um código poético que abrange exploração da imagem, concentração semântica, equivocidade de vocábulos e plasticidade sintática.

De R$ 80,00 por R$ 64,00

Rato de Livraria

r. do Paraíso, 790

3266-4476


04 abril 2006

Rato estará Corpo a corpo com a poesia



Nós estaremos lá prestigiando essa moçada nova que anda produzindo muuuuito!